Prefeitura afirma que há sim interesse do poder público dar vida ao Mercadão, mas está limitado devido as pendências judiciais com antigos comerciantes
Prefeitura tem interesse em transformar o espaço em um polo de economia criativa, abrigando ações culturais e outras iniciativas, mas é necessário que o imóvel esteja 100% sob domínio municipal, um desafio que está sendo enfrentado em âmbito judicial (Foto: A Cidade)
Da Redação
O prédio do Mercadão Municipal de Votuporanga carrega em suas paredes o saudosismo de muitos moradores antigos da cidade. Durante décadas, foi um dos maiores centros de comércio local, uma espécie de mini shopping à moda antiga, onde se encontrava de tudo: comidas, tecidos, brinquedos, rádios, utensílios, etc. Um ponto de encontro que fez parte da infância, da juventude e da rotina de muitas famílias.
Com o tempo, e com as transformações urbanas, o espaço perdeu movimento e hoje, silencioso, desperta a pergunta: por que não está sendo utilizado?
O jornal
A Cidade ouviu a secretária de Cultura e Turismo, Janaína Silva, e traz uma resposta que vai além das aparências: há, sim, interesse do poder público em dar vida novamente ao Mercadão e ressignificar seu uso. Porém, o poder público encontra-se limitado devido as pendências judiciais que envolvem antigos proprietários.
Janaína explicou que embora a maior parte do prédio já pertença à Prefeitura de Votuporanga, incluindo o pavilhão onde hoje funciona o Poupatempo, cedido ao Estado em regime de cessão, o imóvel como um todo ainda não está completamente regularizado. Isso porque alguns antigos proprietários de boxes comerciais não aceitaram os acordos de venda propostos, e a questão segue sendo discutida judicialmente.
“A Prefeitura tem interesse claro e declarado em transformar o espaço em um polo de economia criativa, abrigando ações culturais, gastronomia, feiras da agricultura familiar e outras iniciativas que valorizem talentos locais e a identidade regional. É um sonho coletivo que se alinha aos 88 anos de Votuporanga, uma cidade que honra suas raízes, mas que também olha para frente, investindo em espaços que podem pulsar vida, cultura e desenvolvimento. No entanto, para que esse sonho coletivo saia do papel e possa receber recursos estaduais ou federais, é necessário que o imóvel esteja 100% sob domínio municipal, um desafio que está sendo enfrentado em âmbito judicial”, disse.
O Mercadão Municipal é um patrimônio de Votuporanga, tendo a fachada tombada, conforme o Decreto Municipal 11.436, de 05 de julho de 2019.