Chamas atingiram moradia de placa onde moravam seis pessoas e arruinou quase tudo
Jociano Garofolo
garofolo@acidadevotuporanga.com.br
A noite da última segunda-feira foi de tragédia para a família Silva, composta por seis pessoas, inclusive duas crianças, que viram a residência onde moravam ruir em chamas, na rua Thomaz Paes da Cunha Filho, em uma localidade conhecida como "Favela do Ipiranga", no bairro São João. Em poucos minutos, o fogo consumiu a casa feita de placas e destruiu todos os móveis, documentos e roupas. Por sorte, a residência estava vazia quando o incêndio começou.
A origem do fogo ainda está indefinida, mas acredita-se que tenha se originado após um curto circuito. Tudo aconteceu por volta das 22h15. Segundo o que foi apurado pela Polícia Civil no local dos fatos, dois moradores, a dona-de-casa Luana Vieira da Silva, de 19 anos e o pai dela, o aposentado Cícero Izidio da Silva, contaram que não havia ninguém em casa, que é dividida em duas por uma parede de placa e que o fogo teve início sem nenhum motivo aparente.
A unidade de combate a incêndios do Corpo de Bombeiros foi acionada e compareceu rapidamente ao local, extinguindo os focos das chamas. Porém, as perdas foram totais, restando absolutamente tudo queimado, para o desespero da família. Fogão, geladeira, móveis, televisão, tudo ficou às cinzas.
Peritos do Instituto de Criminalística foram ao local e devem apurar as causas do incidente. Também foi acionada a Defesa Civil da cidade, que através do coordenador Josuel Domingues, o "Zezo" prestou assistência aos quatro adultos e às duas crianças desabrigadas. "Foi providenciado um local para eles dormirem, assim como café-da-manhã, almoço e jantar", afirmou Zezo.
O próximo passo, ainda segundo o coordenador da Defesa civil é incluir a família no programa "Aluguel Social", que deve bancar a mensalidade de uma moradia provisória enquanto a situação de vida deles é restabelecida.
Família pede por ajuda
A reportagem do jornal A Cidade foi até a Favela Ipiranga na manhã de ontem e conversou com um dos moradores, o coletor de recicláveis Lucas Vieira da Silva, que ainda desolado, tentava buscar alguma coisa intacta entre os escombros de objetos queimados. No momento, segundo ele, a família necessita de praticamente tudo.
"É muito triste ver a casa em que a gente nasceu e foi criado se acabar assim. Quase não sobrou nada. Apenas as paredes ficaram de pé. Só resta continuar trabalhando e recuperar o prejuízo. Mas, no momento, perdemos tudo. Não temos mais nenhum móvel, as roupas, alimentos, brinquedos para as crianças, foi tudo queimado. Estamos contando com ajuda. Faço um apelo a quem puder colaborar", pediu o coletor de recicláveis.
Solidariedade
Até o início da tarde de ontem, as mobilizações de solidariedade pela situação da família Silva já se manifestavam na população votuporanguense. De acordo com a Defesa Civil, um fogão e uma geladeira já haviam sido doados.
A família disponibilizou dois telefones, 9759-7312 e 9764-8389, para quem quiser saber detalhes da situação e as formas de ajudar. Outras informações sobre como colaborar também podem ser adquiridas na Defesa Civil, pelo número 3426-9510. Já as doações podem ser encaminhadas ao prédio da Secretaria da Cidade, localizada na rua São Paulo, em anexo com o Procon.