Jornal A Cidade esteve em uma linha itinerária e acompanhou de perto o serviço de transporte coletivo
Andressa Aoki
Andressa@acidadevotuporanga.com.br
Debaixo de um terminal rodoviário, a movimentação de pessoas é grande. Ônibus estacionando, o deslocamento de pessoas, o barulho de conversas. É o retrato do cotidiano de quem precisa de transporte coletivo urbano.
Depois de passados seis meses da implantação do programa Transporte Cidadão, o jornal A Cidade pegou uma linha itinerária para saber como é o serviço prestado pela empresa Unitrans.
A equipe de reportagem saiu do terminal Rodoviário “Vereador Donato Laridondo”, com destino ao bairro Estação. O local foi entregue para a população reformado no final do ano passado e as pessoas ficam sentadas em um lugar coberto. De lá, o trajeto seria de 30 minutos, o estipulado pelo contrato com a empresa Unitrans.
O ônibus saiu às 13h45, conforme o horário. Às 13h49, parou em seu primeiro ponto: Bairro Marão. Às 13h51, na Vila Muniz, em frente à obra do Sesi (Serviço Social da Indústria).
Já às 14h, chegou no bairro Matarazzo, nas proximidades do Ecotudo. Na frente do AME (Ambulatório Médico de Especialidades), o ônibus passou às 14h08. A circular chegou no terminal às 14h15. Pontualmente.
Os usuários ficaram o tempo todo sentados e a sua maioria era formada de idosos. Mas, durante o trajeto, os depoimentos de usuários do ônibus foram bem diferentes. Problemas com sujeira, atrasos e motoristas mal educados foram as principais queixas daqueles que precisam do transporte coletivo diariamente.
A empresa
O gerente da Unitrans, Ormélio Caporalini, disse que as reclamações referem-se a casos isolados, que precisam ser analisados separadamente. Como ontem ele estavam em uma reunião, não pode oferecer mais informações, mas comprometeu-se a procurar o Jornal A Cidade para explicar como a empresa vê cada caso e quais serão as providências.