Leidiane Sabino
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A reunião de ontem do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança), às 9h, na sede do Centro Social, foi destinada à apresentação do projeto Saúde Cidadã, com o médico João Paulo Pedroso, articulador de saúde da Secretaria Municipal de Saúde, que também falou sobre o SUS (Sistema Único de Saúde) e a estrutura da saúde municipal.
De acordo com o médico, o projeto está ocorrendo desde agosto do ano passado e nasceu da necessidade que o município percebeu de orientar a população sobre os serviços de saúde oferecidos no município, principalmente após a implantação de UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). “Precisamos aprender a usar o SUS, um sistema que é perfeito no papel, mas que deixa a desejar quando é operacionalizado”, falou.
Para a população aprender a utilizar estes serviços, Pedroso acredita que é preciso educá-la. “Oferecer informações sobre como funciona todo o sistema. Apenas 1% da população sabe o que é o SUS”. Será confeccionada uma cartilha informativa.
Criado em 1988, o SUS tem o objetivo de garantir saúde a todos, sem distinções. A Carta dos Direitos dos Usuários do SUS, publicada em 2006, conta com seis princípios: acesso ordenado e organizado; tratamento adequado e efetivo; atendimento acolhedor e livre de discriminação; atendimento que respeite os valores e direitos do paciente; responsabilidade que o cidadão deve ter para que seu tratamento aconteça de forma adequada; e assegurar o comprometimento dos gestores para que os princípios anteriores sejam cumpridos.
Pedroso garante que é fundamental passar o maior número de informação possível para que o usuário do SUS saiba onde ir (qual unidade procurar), o que e como fazer, sendo o agente comunitário de saúde o principal elo entre comunidade e serviços de saúde. “Tem gente que procura a unidade de saúde, a Santa Casa, a UPA, tudo no mesmo dia. É o agente que sabe melhor informar o morador para onde ir e o que fazer, ele é fundamental nesta estrutura de saúde da família. O Agente Comunitário de Saúde é importante para trabalhar a informação com o usuário do SUS. É ele quem orienta a população, otimiza e filtra toda situação”.
O médico ressaltou ainda o investimento realizado por Votuporanga na saúde. “Estamos entre as cidades com melhores índices de desenvolvimento do SUS na região. O município deve investir no mínimo 15% de seu orçamento em saúde. Aqui, a Prefeitura investe 23%, o que é bom. Tem município investindo menos que o mínimo”, disse.
O projeto Saúde Cidadã também será apresentado em reuniões de outros conselhos municipais.
A médica coordenadora da rede de urgência e emergência de Votuporanga, Lívia Rodrigues Sgrignolli Fernandes, aproveitou a reunião para ressaltar que, ao solicitar o serviço do Samu é preciso oferecer informações claras e precisas, sem o endereço não é possível chegar. “É por meio dessas informações que será definida a viatura que atenderá o pedido. Até mesmo por telefone é possível resolver alguns problemas”, disse.