Andressa Aoki
andressa@acidadevotuporanga.com.br
O Sindicato dos Comerciários quer que o fechamento dos supermercados aos domingos se torne uma lei. A presidente da entidade, Maria Augusta Lia Caetano Marques, reuniu proprietários dos supermercados, funcionários, vereadores e representantes para discutir o assunto ontem, na sede do sindicato.
A reunião foi convocada pelo próprio sindicato, a pedido de seus associados, em razão de que, segundo eles, informações dão conta que, tanto Porecatu e Santa Cruz vão retomar a abertura aos domingos. “Seremos firmes nessa posição e totalmente contrários aos supermercados abertos aos domingos. Vamos até o fim nesta questão e, para isso, provocamos este encontro”, disse Lia. Ela ressaltou que não é retrocesso esta medida e sim qualidade de vida.
O advogado da entidade, José Alberto dos Santos, destacou que a legislação é deficitária com relação a abertura dos estabelecimentos. “A lei não deixa claro se pode abrir. O fechamento foi feito por causa de um protocolo entre os sindicatos”, afirmou.
Ele contou que a proposta é regulamentar o fechamento. “O Código de Posturas diz que o empresário que quer abrir seu estabelecimento, deve ir até a Prefeitura, pagar uma taxa simbólica e pode funcionar”, ressaltou.
José Alberto apresentou um projeto para uma lei que acrescente hipermercados e minimercados. “Queremos apresentar um projeto de lei coletivo, com a maioria dos vereadores”, disse.
O advogado enfatizou que a intenção é de que seja votado em 60 dias na Câmara Municipal. “Formamos uma comissão com quatro funcionários de cada supermercado e diretores do Sindicato. Na próxima semana, realizaremos uma reunião com os vereadores para apresentar o projeto”, ressaltou.
Questionado se esta atitude surgiu por causa da implantação do Proença Supermercados, ele afirmou que foi uma série de fatores. “Há minimercados que possuem quatro, cinco lojas e estão abrindo. Os supermercados Santa Cruz e Porecatu não podem ficar desfavorecidos com relação à concorrência. Conversamos com o pessoal do Proença e eles disseram que iriam atuar de acordo com os estabelecimentos daqui, mas não explicaram se de acordo com os mini ou com as redes”, frisou.