Andressa Aoki
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Há três anos à frente da Secretaria de Saúde, Fabiana Parma destacou, para o jornal A Cidade, os avanços na sua pasta. Para ela, a maior conquista foi mudar o acesso aos serviços de saúde, que eram organizados a partir de filas por ordem de chegada, sem avaliação do potencial de risco ou agravo de todos que procuram a unidade. “Nesta gestão, implantamos o acolhimento com avaliação e classificação de risco como dispositivo de mudança no trabalho da atenção e produção de saúde. Implantamos uma nova lógica de saúde no município e vivemos hoje esta transição. A população demora um pouco para atingir esta compreensão. É natural, faz parte de todo processo de transição”, enfatizou.
Ela também explicou a melhoria que os pacientes tiveram. “Humanizamos o atendimento; melhoramos as relações entre profissionais de saúde e usuários no que se refere à forma de escutar este usuário em seus problemas, valorizando também os outros profissionais de saúde, e não só a escuta médica (isso aperfeiçoa o trabalho em equipe com a integração das atividades exercidas pelas diferentes categorias profissionais); aumentamos a responsabilidade dos profissionais de saúde em relação ao usuário, elevando o vínculo e confiança entre eles; melhoramos o grau de autonomia dos usuários no processo de produção de saúde, estimulando o controle social”, ressaltou.
A secretária disse ainda sobre o diferencial dos Consultórios Municipais. “São unidades de saúde com estrutura física e de recursos humanos apropriados para o melhor acesso e qualidade dos serviços de saúde prestados pela estratégia de Saúde da Família. Organizam os processos de atendimento, referenciando para os serviços especializados de acordo com uma classificação de risco”, afirmou.
A classificação de risco é aplicada durante todo período funcionamento da Unidade, por meio do Acolhimento de Enfermagem, priorizando o grau de necessidade do usuário, o que proporciona atenção centrada no nível de gravidade, e não na ordem de chegada. “O acolhimento no Consultório Municipal é um modo de operar de forma a atender a todos os que procuram o serviço de saúde, ouvindo seus pedidos e assumindo uma postura capaz de dar respostas aos usuários. Implica prestar um atendimento com resolutividade e responsabilidade, orientando, quando for o caso, o paciente e a família em relação a outros serviços de saúde para a continuidade da assistência, estabelecendo articulação com estes serviços para garantir a eficácia destes encaminhamentos”, finalizou.