Quando falamos de feiras, voltam as boas lembranças: ir com um ente querido, encontrar os vizinhos, pedir o pastel “caprichado” e tomar caldo de cana entre risadas. As bancas de hortaliças com o cheiro fresco do sítio, o café moído na hora, a conversa com feirantes que já conheciam nosso gosto, era mais do que compra, era um encontro semanal.
De lá para cá, a feira mudou de horário, ganhou novas cores e hábitos. Hoje, em muitas cidades da região, ela ocorre à noite, iluminada, musical, com praça de alimentação diversa e espaço para as crianças. Vamos para passear, comer bem, ouvir um som e levar para casa frutas, verduras, pães e delícias artesanais, sem perder a alma de antigamente.
Por trás de cada barraca há um pequeno negócio que movimenta a economia local. A feira aproxima produtores, artesãos e empreendedores dos consumidores em uma relação de proximidade única. Ali nascem novidades, ajustam-se preços e o feedback acontece na hora. O mais bonito é o ressurgimento dessa cultura: convivência, entretenimento e compras do agricultor familiar ao artesão, do doce da avó ao hambúrguer autoral.
A feira é uma sala de aula a céu aberto: ensina empreendedorismo, fortalece o pequeno negócio e faz a cidade girar em torno de relações mais humanas e afetivas.
No Dia do Feirante, 25 de agosto, nosso agradecimento a quem monta e desmonta barraca, enfrenta sol, chuva e correria para manter viva essa tradição. Fica o convite: celebre nesta semana visitando a feira do seu bairro ou cidade, levando a família e experimentando um produto novo. Assim, você apoia quem trabalha duro, movimenta a economia local e ajuda a tradição a seguir se reinventando agora, sob as luzes da noite.