Vivemos um tempo em que os olhares para o futuro de nossos descendentes, presentes nos berços das creches e nas escolas, nos fazem questionar o que estamos preparando para eles. Os avanços tecnológicos indiscutíveis contrastam com a realidade da educação no Brasil, que enfrenta desafios significativos.
A recente aprovação da “educação financeira” como disciplina escolar é um passo importante, mas não é suficiente para resolver os problemas mais profundos da educação brasileira. A qualidade da educação emerge como um problema a ser encaminhado pelos responsáveis pelas políticas públicas.
Os resultados do Plano Nacional de Educação para o período de 2014 a 2024, o IDEB e a evasão escolar no ensino médio são indicadores de que algo está errado. A escola não tem sido capaz de atrair, interessar e propiciar o desenvolvimento da curiosidade dos alunos.
As tecnologias criativas e inovadoras estão transformando a forma como aprendemos e interagimos, mas a escola ainda segue modelos ultrapassados. A ênfase na competição e no individualismo pode estar prejudicando a formação de pessoas mais cooperativas e respeitosas.
Será que nos falta “educação financeira” ou uma abordagem mais ampla que inclua valores como cooperação, respeito à diversidade e aprimoramento individual e coletivo? Quanto mais vivemos, mais distantes da vida estão as escolas. Preparamos nossos filhos para passar em processos seletivos, mas nos preocupamos pouco com a pessoa em formação.