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Cidade
Autora de lei contra pichação usa exemplo de mulher que pichou estátua para defender anistia
A controvérsia entre o projeto e o discurso da vereadora chegou a ser questionada por colegas na Casa de Leis
Autora de lei contra pichação usa exemplo de mulher que pichou estátua para defender anistia (Foto: Assessoria)
Da redação A vereadora Débora Romani (PL), autora do projeto que proíbe a pichação em Votuporanga, utilizou o exemplo de Débora Rodrigues, a mulher que ficou conhecida nacionalmente após ser presa por pichar com batom a estátua da Justiça com a frase “perdeu, mané”, para defender, na Câmara Municipal, o projeto da anistia aos presos do 8 de janeiro. A controvérsia entre o projeto e o discurso da vereadora chegou a ser questionada por colegas na Casa de Leis.
Para recordar, no último dia 17 os vereadores aprovaram, por unanimidade, um projeto de autoria de Débora proíbe a pichação em muros, monumentos, placas, ou qualquer propriedade pública ou privada no âmbito do município, estabelecendo penalidades e medidas de reparação de danos.
Consta no texto que é considerada pichação a inscrição, desenho, pintura ou qualquer intervenção realizada sem autorização prévia do proprietário ou do responsável legal pelo bem. O descumprimento da lei resultará em cobrança de multa de R$ 50 UFMs (Unidade Fiscal do Município) – cerca de R$ 260.
Duas semanas depois da votação, porém, a mesma vereadora que defendeu tolerância zero para pichadores na cidade, subiu à tribuna vestida com uma camisa do Brasil, com as mãos amarradas, a boca amordaçada e toda borrada de batom, carregando uma placa escrita “Anistia”. O ato faz referência ao protesto que viralizou nas redes sociais em favor de Débora Rodrigues.
Débora se tornou uma espécie de símbolo da direita como referência contra os excessos do STF (Supremo Tribunal Federal), no julgamento dos réus do 8 de janeiro. Ela, que é cabelereira e tem dois filhos, estava sendo julgada e o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, votou para condená-la a 14 anos de prisão por ter pichado a estátua que, segundo o magistrado, é o símbolo máximo do Poder Judiciário.
Após toda a repercussão do caso, Débora Rodrigues foi liberada para cumprir prisão domiciliar, após um pedido de vista de seu julgamento. Mesmo assim, seu caso virou um símbolo e foi levado para a Câmara Municipal de Votuporanga pela vereadora Débora Romani.
Em seu manifesto, Débora não disse uma única palavra, apenas fez os gestos em referência ao novo símbolo da direita brasileira contra o STF. O ato, no entanto, gerou burburinhos entre os vereadores, que questionaram a postura controversa da vereadora e depois gerou desagravo na tribuna.
“Até entendo que a Débora é bolsonarista e não estou aqui para defender Lula ou Bolsonaro, mas não entendi como vereadora vem aqui em ato de protesto justamente após a Câmara votar um projeto dela que proíbe a pichação. Fico estarrecido, pois a nobre vereadora vem a esta Casa pedir para que a população de Votuporanga não piche muros e outros bens públicos ou particulares, mas protesta com referência a uma pessoa que promoveu a pichação durante os atos do 8 de janeiro. A vereadora é livre para se manifestar, mas fico pensando se esse projeto dela aprovado por nós vai valer a pena ou se lá na frente vai ser engavetado”, disse.
Em resposta, Débora Romani disse que não concorda com nenhum tipo de pichação e desordem, mas, em suas palavras, “existem muitas Déboras” que estão presas sem ter cometido nenhum crime.
“O meu protesto foi em favor das Déboras que estão no presídio sem ter cometido crime nenhum. O nobre vereador disse que a Débora é uma criminosa, criminosa? Uma mulher que escreve ‘perdeu, mané’ com um batom é uma criminosa? Meu projeto é contra a pichação, mas não para 14 anos de reclusão, como pediram a condenação para Débora. Tem pessoas com câncer, senhoras de 70 anos que estavam com bíblias na mão lá presas, isso é justo? Temos que saber muito bem a história para depois fazer o julgamento, como o vereador está fazendo”, respondeu. Legenda: Débora Romani, autora da lei contra pichação, fez um protesto em favor da mulher que pichou uma estátua com batom
Notícia publicada no site: www.acidadevotuporanga.com.br
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