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São José do Rio Preto registra quatro casos de mpox; autoridades descartam alarde

A secretaria tranquilizou a população ao informar que os casos não são da nova cepa do vírus e que não há motivo para alarde
publicado em 22/08/2024
Os casos envolvem homens, sendo um deles na faixa etária de 20 a 29 anos e os outros três entre 30 e 39 anos (Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil)

Os casos envolvem homens, sendo um deles na faixa etária de 20 a 29 anos e os outros três entre 30 e 39 anos (Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil)

Fernanda Cipriano
fernanda@acidadevotuporanga.com.br

São José do Rio Preto registrou quatro casos de mpox neste ano, conforme divulgou a Secretaria Estadual de Saúde anteontem. Os casos envolvem homens, sendo um deles na faixa etária de 20 a 29 anos e os outros três entre 30 e 39 anos. A secretaria tranquilizou a população ao informar que os casos não são da nova cepa do vírus e que não há motivo para alarde.

Em 2023, não houve registros da doença na cidade. Já em 2022, foram confirmados 12 casos. A Secretaria de Saúde também comunicou que, por enquanto, não há vacinas disponíveis contra a mpox em São José do Rio Preto. Assim, a prevenção ainda depende do uso de máscaras e da higienização frequente das mãos com álcool em gel, medidas que já mostraram eficácia em conter a disseminação do vírus.

Recentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou a mpox novamente como uma ESPII (Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional). Esse é o nível mais alto de alerta da organização, e a decisão veio após a rápida propagação de uma nova variante da doença no continente africano, especialmente na RDC (República Democrática do Congo). De acordo com o Africa CDC (Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças), a RDC já registrou quase 14 mil casos e 450 mortes em 2024.

Fora da África, a OMS informou que o surto continua com um baixo nível de transmissão. No Brasil, o Ministério da Saúde avalia o risco como baixo, e, embora existam duas vacinas recomendadas pela OMS, elas ainda não são amplamente utilizadas no país. Especialistas defendem a vacinação em casos de contato com infectados para evitar surtos semelhantes ao da RDC, mas uma campanha de vacinação em massa só deve ocorrer em caso de uma emergência sanitária global.

A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma zoonose viral transmitida aos humanos a partir de animais, principalmente roedores e macacos, em áreas próximas a florestas da África Central e Ocidental. O vírus pertence à mesma família da varíola humana, erradicada em 1980. A varíola dos macacos, no entanto, é menos letal, com uma taxa de mortalidade histórica entre 3% e 6%.

Os sintomas clássicos da mpox incluem febre, dores no corpo, calafrios, cansaço, erupções cutâneas e gânglios inchados. As complicações são mais frequentes em pessoas com problemas no sistema imunológico e podem levar a quadros graves, como pneumonia, sepse, encefalite e infecções oculares que podem causar cegueira.

As autoridades locais reforçam a importância de medidas preventivas e garantem que a situação está sob controle em São José do Rio Preto, enquanto monitoram de perto o avanço da doença no país.
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