No entanto, grupo que entrou na Justiça segue otimista que a eleição para conselheiro tutelar de Votuporanga será anulada
Fórum de Votuporanga (A Cidade)
Daniel Castro
daniel@acidadevotuporanga.com.br
Promete ser longa a novela sobre eleição do Conselho Tutelar e Votuporanga. Agora a Justiça negou o pedido de liminar para suspender a posse dos conselheiros tutelares eleitos, que será realizada no dia 10 de janeiro de 2020.
Um grupo de candidatos ao cargo de conselho tutelar entrou na Justiça para que a eleição seja anulada, uma vez que, segundo ele, há irregularidades no pleito. Eles, inclusive, provocaram o Ministério Público para que outra eleição seja realizada.
Os candidatos não concordam com os “inúmeros indícios de irregularidades que acabaram por contaminar o resultado da eleição”: “efetivo e indiscriminado movimento de transporte de eleitores por parte de alguns candidatos; denunciação pública de compra de votos; vinculação de alguns candidatos ao sistema Municipal de Assistência Social”.
Eles apontam ainda “falta de transparência na apuração; falta de lógica e de transparência no sistema montado para o exercício do voto, com o cadastramento em um ambiente e o local de votação em outro, o que, em tese, poderia ter produzido reprodução das senhas de votação (tickets coloridos), já que o eleitor transitou pelas instalações de posse dele e até notícias de que alguns o receberam, mas em virtude do tumulto na fila de votação, foram recomendados a voltar mais tarde, já com a emissão da autorização de voto em mãos, para posterior votação”.
Os candidatos exigem das autoridades responsáveis a apuração rígida de todos esses indícios de ocorrências “que transformaram o pleito democrático em um aparente mar de ilegalidades praticadas por alguns candidatos e suas campanhas”.
Em contato com o jornal A Cidade, a advogada do grupo informou que juiz negou a liminar porque entende que o Conselho Tutelar, como órgão importante dentro da comunidade, precisa seguir trabalhando.
Ela lembrou ainda que há uma sindicância no Poder Executivo investigando possíveis irregularidades do pleito e que o processo foi prorrogado, portanto deve demorar a ocorrer uma resolução definitiva para a questão.
Mesmo negando a liminar, a Justiça determinou uma apuração mais ampla até a posse marcada para o dia 10 de janeiro.