O vereador da cidade, Leonardo Brigagão, o Chandelly Protetor (PTC), é contra o projeto “Segunda Sem Carne” (Foto: Dovulgação/Câmara Municipal)
Daniel Castro
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Conhecido por defender a causa animal, o vereador Leonardo Brigagão, o Chandelly Protetor (PTC), também opinou sobre o projeto de lei da “Segunda Sem Carne”. O parlamentar é contra a proposta.
O legislador observou que o projeto é bastante polêmico e divide opiniões. “É claro que eu sou a favor das pessoas consumirem mais vegetais do que carne, uma vez que trabalho com a proteção animal, mas o Governo do Estado impor uma situação eu não concordo, porque é uma forma de ditar”, apontou.
Na opinião do parlamentar, o correto seria realizar uma conscientização, incentivando menos consumo de carne e maior ingestão de vegetais. “Agora, através de lei, impor a questão, eu já não concordo. Isso para mim já não é democracia”, falou. Ele acrescentou que defende que as pessoas deixem de comer carne e comam vegetais. “É claro que eu não quero ver os animais sendo abatidos para os humanos consumirem a carne, porque os animais merecem viver, como o ser humano merece, mas impor, por meio de lei, eu não concordo”.
Campanha
A Campanha Meat Free Mondays (Segunda Sem Carne), encabeçada por Paul McCartney no Reino Unido e com alcance em outros 44 países, visa conscientizar as pessoas para uma alimentação sem sofrimento animal, afinal, segundo a Organização “A Well Fed World” (Um Mundo Bem Alimentado) que incentiva o veganismo, por ano, são mortos cerca de 70 bilhões de animais para alimentação humana.
Segundo dados do IBGE de 2016, por dia são mortos no Brasil 81 mil bois, 117 mil suínos e 1,5 milhão de aves. São cerca de 6 bilhões de animais abatidos todos os anos no país – quase a população de seres humanos na Terra que hoje está 7,6 bilhões. A questão ambiental também preocupa. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) a indústria de carne é responsável por 18% das emissões globais de gases causadores do efeito estufa, ao passo que todos os transportes somados geram 13%.
O “Guia Alimentar” elaborado em prol da população brasileira, publicado em 2006 pelo Ministério da Saúde, faz um alerta sobre o consumo de carne: “no passado, acreditava-se que as crianças e também os adultos fisicamente ativos precisavam consumir alimentação com alto teor de proteína de origem animal. Hoje, sabe-se que não é assim. Uma alimentação rica em proteína animal contém altos teores de gorduras totais e de gorduras saturadas, portanto poderá não ser saudável”.