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Região
Denúncias de compra de votos podem cassar prefeito eleito em cidade da região
Alegações incluem transferência de dinheiro via Pix e vídeos que apontam captação ilícita de votos; Justiça já ouviu testemunhas.
A Justiça Eleitoral da Comarca de Auriflama, responsável pelas eleições em cinco municípios da região, recebeu denúncias sobre compra de votos em São João do Iracema, o que pode resultar na cassação do prefeito eleito em outubro deste ano, Luiz Augusto Torres, o Lula (União Brasil). Vídeos, prints de conversas e áudios embasam a ação judicial que alega que a captação ilícita de votos teria influenciado diretamente o resultado das eleições, já que o candidato eleito venceu por uma diferença de apenas 35 votos. De acordo com a denúncia, que foi apresentada pelo candidato David José Martins Rodrigues, o David (PSD), na véspera das eleições, aliados de Lula teriam realizado o pagamento de combustível para que pessoas que moram fora, mas ainda votam em São João do Iracema, votassem nele. A alegação é reforçada por prints de conversas e áudios trocados entre uma pessoa ligada ao candidato e uma eleitora.
Nesta ocasião, ela teria enviado um Pix de R$ 200 para a conta de uma família e reforçado: “Nega, deu certo, tá? Pelo amor de Deus, vem pra votar ni nós (sic). Em nome de Jesus. Ó, se tiver... se você for vir hoje, aí vai na carreata com a gente”, diz a mulher, que ainda encaminha um comprovante do pagamento para a eleitora. Além deste caso, foi anexado um vídeo ao processo que mostra o próprio candidato a vice-prefeito, agora eleito, Gabriel Scaramuzza Fantini, entregando algo para uma pessoa na rua. Esta pessoa teria confirmado em vídeo que recebeu dinheiro em espécie para votar na chapa de “Lula”. No vídeo, a pessoa confirma que recebeu R$ 100 em troca de seu voto e que após a eleição receberia outros R$ 100.
Em outro episódio, um familiar dos candidatos teria sido flagrado, em fotos, entregando dinheiro para uma outra eleitora, supostamente em troca de seu voto.
“É certo que ocorreu a captação ilícita de sufrágio por parte dos Representados, o que acabou por obstar o devido processo democrático e foi determinante para o resultado das eleições, notadamente em virtude da ínfima diferença de votos entre os candidatos. A sanção de inelegibilidade, no presente caso, deve ser aplicada não apenas pela extrema gravidade da conduta dos representados, capaz de comprometer a legitimidade e a normalidade do processo eleitoral, mas também pelo fato de que eles tinham prévio conhecimento do ato ilícito praticado e participaram ativamente do abuso de poder econômico”, diz o pedido apresentado pelo representante. Diante dos fatos apresentados, a chapa adversária solicita à Justiça Eleitoral que casse o registro da candidatura ou diploma de Lula e seu vice Gabriel, bem como os torne inelegíveis. O caso está em tramitação e o juiz responsável pelo caso, Juliano Santos de Lima, designou para hoje (dia 13), a audiência para oitiva das primeiras testemunhas arroladas ao processo. Em casos semelhantes a justiça tem combatido as fraudes eleitorais. Na região, por exemplo, o Ministério Público denunciou a prática de compra de votos no município de Ibirá, e nesta semana houve decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás que condenou Caiado por abuso de poder político e cassou registro de Mabel, prefeito eleito de Goiânia. Atualmente os casos de compra de fraude eleitoral com compra de votos acabam deixando rastros tanto pela utilização de redes sociais, quanto pela movimentação financeira através de transferências bancárias, especialmente o conhecido Pix, assim eventuais fraudes têm sido facilmente comprovadas dados os recursos tecnológicos à disposição da Justiça. No caso de São João do Iracema, a comprovação de que houve compra de votos e a pequena diferença entre os candidatos demonstraria que houve potencial alteração do resultado das eleições, e, caso a Justiça julgue procedente a ação, provavelmente o município terá novas eleições. Conforme o denunciante, com a compra de votos, principalmente nas cidades pequenas, em que o número de eleitores é pequeno, se anula a vontade popular, a população tende a ficar refém do poder econômico pela venda de votos que muitas vezes é feita por quem sequer reside nesses municípios. Outro lado Procurado pelo A Cidade, o advogado de Lula, Fernando Gaspar Neisser, afirmou que se trata de uma tentativa, sem provas, de usar a Justiça Eleitoral para fazer um novo turno de eleição no município. “Esse é um caso completamente sem provas das alegações de compra de votos. Isso já ficou demonstrado, parte das pessoas envolvidas nem vota no município e não há qualquer demonstração de vinculação de ninguém à campanha do prefeito. Tem-se ali uma situação de transferência de valores que ficou demonstrado que são duas amigas de longa data. A que fez a transferência não só não é ligada ao prefeito, como inclusive se mostrou que tem desavenças com ele, quer dizer, não faz sentido imaginar que isso seria uma compra de votos a favor dele. A Polícia mesmo já arquivou a acusação de compra de votos, portanto, é a tentativa de usar a Justiça Eleitoral para fazer um novo turno de eleição na cidade, algo lamentável, que, sem dúvida alguma, a Justiça vai afastar”, disse o advogado.
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