Muito tem se falado sobre a adoção do ensino cívico-militar em escolas públicas, entre elas a Escola “Sarah Arnold Barbosa” de Votuporanga. É sem dúvida um novo modelo na educação. Ao todo são 100 escolas estaduais que estão adotando o novo modelo de ensino. Ao que tudo indica, estima-se que mais de 50 mil alunos serão impactados nesse modelo que requer a presença de policiais militares da reserva em atividades na organização e na segurança no ambiente escolar.
Por aqui, além de Votuporanga, outras cidades próximas tiveram estabelecimentos de ensino selecionados pelo governo do Estado para implantar o modelo cívico-militar. Nhandeara, Fernandópolis e General Salgado também contam com unidades escolares adotando o novo modelo de ensino.
O que se questiona no magistério é se esse modelo vai funcionar. Se de fato vai melhorar a segurança, a disciplina, o ambiente escolar e, principalmente, a aprendizagem. É o que sustentam os defensores da causa. Se não entregar o que promete esse modelo de ensino poderá passar apenas como mais um passo de retrocesso na educação pública. Por isso as discussões em torno do assunto, interpretadas como ideologia política, é apenas especulação de momento.
Toda mudança é sempre debatida e questionada. É um processo audacioso e que requer tempo para ser vivenciado e sentido. Uma maioria consultada e que aprovou a adesão através de plebiscito vê a escola cívico-militar como a melhor oportunidade para resgatar os valores como ordem, respeito aos professores e responsabilidades. Para estes, a escola do modelo atual perdeu muito da qualidade em que era praticada no passado.
Opiniões divergentes, no entanto, apontam risco ao desenvolvimento do senso crítico e da autonomia dos estudantes. Para estes, o modelo cívico-militar que vem sendo implantado é voltado para escolas de comunidades carentes, onde alunos serão condicionados a serem submissos a um programa que não oferece autonomia para desenvolver a capacidade individual e a liberdade de pensar.
Todavia, nunca é demais lembrar que a adoção do novo modelo de ensino nas escolas paulistas decorreu de um plebiscito feito junto a comunidade escolar. Assim, há legitimidade ao processo e afasta a hipótese de ser uma imposição do sistema educacional. A opinião dos pais devem ser sempre respeitada e as lições acompanhadas de avaliações rigorosas, conferindo o desempenho dos alunos e o clima reinante nas unidades escolares.
Não há dúvidas que o novo modelo educacional será cobrado. Por isso, deve ser avaliado com base em resultados reais e não em posições ideológicas. Para a comunidade pouco importa se o modelo de ensino é de esquerda ou de direita, se é o tradicional ou o cívico-militar. O que importa mesmo é se de fato dê resultado positivo e que o aluno cresça no aprendizado.
Há expectativa de que Escolas como o “SAB” de Votuporanga possam ser melhor observada com o novo modelo de ensino. A esperança é que a adoção “cívico-militar” colha o resultado pela qual foi proposto. Se der certo, então que o modelo seja ampliado. E se não for tudo o quer se espera dele, que possa então ser revisto.
A educação pública não poderá nunca estar atrelada no campo da ideologia partidária. A educação tem que ser sempre visando a melhor formação para o futuro.