Durante o evento, o jornal A Cidade entrevistou os líderes do movimento, que passou por vários pontos do centro da cidade
Manifestação percorreu as ruas da cidade pedindo mais segurança para os trabalhadores da educação da cidade. Foto: A Cidade
Da Redação
A manhã de sábado (18) no centro de Votuporanga foi marcada por uma manifestação de servidores da educação e suas famílias contra a violência em escolas. O protesto é em decorrência de uma agressão sofrida por duas trabalhadoras do Cemei Helena Buzato Rigo.
Aproximadamente 100 pessoas, escoltadas por um carro da secretaria de Trânsito, saíram em caminhada da Praça São Bento, passando pela Concha Acústica, e finalizando no prédio da Prefeitura. Durante o trajeto, as pessoas, todas trajando blusas pretas, gritavam palavras de ordem. Crianças, adolescentes e adultos participaram.
Durante a parada na Concha Acústica, várias pessoas discursaram sobre o movimento, pedindo principalmente mais segurança para que educadores das escolas municipais possam realizar seus trabalhos efetivamente.
Daniela Oliveira, educadora infantil, e uma das líderes do movimento conversou com a reportagem do jornal
A Cidade sobre a situação. Segundo ela, a principal demanda é a criação de um protocolo de segurança. “Nós queremos que a prefeitura se posicione quanto à melhor segurança para as escolas, que crie um protocolo para como devemos agir em situações em que nós sofremos violências, verbal ou fisicamente, vindo da população, vindo dos pais. Nós não temos uma segurança na escola que esteja acompanhando a entrada e saída dos pais, o que muitas vezes permite a entrada de qualquer pessoa dentro do interior da escola”, clama Daniela.
Messias Alessandro Cardoso, diretor de escola, lembra da importância do Conselho Tutelar nessas situações, e pede mais parcerias com a entidade. “A gente quer a atuação efetiva do Conselho Tutelar, porque as escolas precisam que o Conselho Tutelar acompanhe quando são chamadas, quando são solicitadas na escola. E o que a gente presencia é que muitas vezes não atendem o telefone ou negligenciam os pedidos feitos pela escola. É preciso estabelecimento de parceria entre toda a rede de apoio e proteção para que a criança seja atendida de modo integral, para que realmente Votuporanga seja a capital da educação”, afirma o diretor.
Questionados sobre um suposto desencorajamento, por parte de superiores, à realização de boletins de ocorrência quando esse tipo de situação acontece, Edel Aparecido Barbosa, diretor de escola afirma que “quando a gente fala que vai fazer um boletim de ocorrência, muitas vezes recebemos questionamentos se realmente é assim, se realmente foi de fato, se isso procede, se não pode ser resolvido de outra maneira, se não pode ser mediado. Só que não existe mediação com situações de crime. Se é uma situação de crime, tem que ser feito o boletim de ocorrência. Então às vezes há uma tentativa de mediação quando é situação de crime. A gente não quer mais fazer essa mediação, não queremos receber essa mediação.”
Após a parada, a passeata continuou em direção à Prefeitura, passando por outras ruas da cidade.