O grupo de 36 pessoas saiu da cidade na quarta-feira passada, 15, e fez a viagem entre Águas da Prata e Aparecida em quatro dias e meio
Os ciclistas chegaram todos juntos à Basílica para assistir à missa e terminar essa jornada Foto: Arquivo Pessoal
Da redação
O grupo de 36 pessoas, na sua maioria votuporanguenses, liderados por José Antônio Godoy Vilches, de 58 anos, completou sua viagem de bicicleta pelo Caminho da Fé. A chegada ocorreu pouco depois do meio dia de segunda-feira (20) em Aparecida (SP), especificamente na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, ponto final de muitos peregrinos que realizam anualmente esta jornada.
De acordo com José, tudo saiu de acordo com o planejado. “Foi tudo dentro do esperado, aconteceu tudo tranquilo, na medida do possível também. Porque a sofrência existe, o sofrimento existe, mas todos conseguiram atingir o objetivo e os propósitos”, afirma. Eles saíram de Votuporanga via ônibus na quarta-feira passada, 15, com destino a Águas da Prata (SP). Na manhã seguinte eles deram início ao caminho feito em bicicletas, passando por serras, estradas de terra e mais de 330km de distância.
Ele também contou que aconteceram alguns imprevistos, mas nada que não conseguisse ser superado. “O que eu posso te garantir é que nos relatos da grande maioria, muitos realmente choraram ao longo do caminho, porque é um desgaste físico e mental muito grande. Então, a canseira vem, tem que ter muita resiliência mesmo, muita fé, muita força de vontade. Nós tivemos duas intercorrências. Teve queda de dois amigos nossos que são ciclistas, mas graças a Deus só foi raladinho um pouco mesmo. Também tivemos alguns problemas com as bicicletas, mas só uma bicicleta mesmo que teve que ficar no carro de apoio”, conta.
A ideia por trás da jornada é única a cada pessoa, como diz o líder dos ciclistas. A maioria foi com o objetivo religioso de fazer a peregrinação, mas outros foram apenas pela aventura esportiva. Por ser um grupo grande e diverso, José conta que cada um fazia seu próprio ritmo. “Tinha uns que pedalavam mais rápido, outros pedalavam mais devagar, então tinha gente que chegava antes na pousada para descansar e outros que chegavam mais tarde. Lógico que o carro de apoio sempre ia seguindo o último ciclista. Na tal hora livre, cada um fazia o seu caminho da fé da melhor forma possível. Só no último dia que a gente realmente, quando a gente saiu de manhã, a gente conversou com todos para que pudessemos chegar todo mundo junto. E foi o que aconteceu”, explica.
O roteiro da viagem seguiu o esperado. Saindo de Águas da Prata, em São Paulo, eles passaram a primeira noite em Estiva, primeira de três cidades de Minas Gerais. A segunda noite foi em Inconfidência, seguido por Luminosa. A última noite foi de volta a São Paulo, em Campos do Jordão. Todo o grupo também se esbaldou na culinária mineira. Comentando sobre as pousadas em que ficaram, o líder da expedição conta que foram muito bem recebidos e que de jantar, após o dia inteiro pedalando, as pousadas faziam questão de oferecer um jantar farto, ao qual os ciclistas comiam “até com exagero”, devido ao cansaço do dia. O Café da manhã também foi muito elogiado.
“É um passeio totalmente diferente, porque a gente não vai só com o objetivo de divertir. É um passeio para fazer uma reflexão da vida”, completa José. Segundo ele, as pessoas já estão ansiosas para repetir o feito.