Em nossa trajetória de vida temos momentos que, com o passar do tempo, insistentemente nos fazem retroceder no tempo, mas com idade avançada e atenções invertidas.
Quando crianças tínhamos nossos passos acompanhados, suportados e garantidos por nossos pais (mãe, pai, avós e tios). Com o tempo, nosso caminhar se torna, supostamente em nossas mentes juvenis, quase que independente e em nossos tropeços, na maioria das vezes distantes de nossos protetores familiares, tínhamos que voltar às orientações paternas para superar os “tombos” naturais de nossa vida.
Mais um tempo se passa e tomamos a decisão de trilhar caminhos com o/a companheiro/a que elegemos para o resto de nossas vidas e os tropeços são divididos com o/a companheiro/a e o suporte continua sendo amorosamente assumido.
Passados mais alguns anos, damos atenção, suporte e garantimos o caminhar de nossos filhos e filhas com o mesmo entusiasmo que recebemos e, em certos tempos, até mais amoroso e atencioso ainda. Os nossos equívocos não afetam a vida destes amados, mas ocorrem com a responsabilidade cooperativa entre o casal inicial, sem o apoio dos seus pais que, naturalmente a vida os levaram.
Seguimos a caminhada e vemos nossos filhos assumindo o mesmo destino e não mais em nada dependem de nós. E aí? Aí temos um novo tombo com a idade avançada e sem muitas perspectivas de auto sustento com os padrões anteriores.
E assim, feliz e amorosamente, temos a oportunidade de contar com o apoio efetivo e afetivo de nossos filhos. E podemos, ainda que com muito sofrimento e decepção, seguir a vida com a certeza de que o amor superará todas as dificuldades que, de certa e grande forma, equivocadamente produzimos.
Filhos nos oferecem amor e apoio. O resto não importa.