As Unidades Básicas de Saúde (UBS) que ampliarem horário de atendimento receberão mais recursos do Governo Federal
Secretaria Municipal da Saúde; programa do Governo Federal enviará recursos para unidades (Foto: A Cidade)
Daniel Castro
daniel@acidadevotuporanga.com.br
A Prefeitura Municipal de Votuporanga recebeu uma sugestão para que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) fiquem abertas até as 22h. A reivindicação é do vereador Emerson Pereira (SD).
O motivo da indicação é um programa do Governo Federal que custeará as atividades das unidades que estenderem o horário de atendimento aos usuários.
Em sua justificativa, o parlamentar relatou que recentemente foi anunciado pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, um programa do Governo Federal que visa incentivar os municípios a estender o horário de atendimento das unidades. Em contrapartida, os postos de saúde receberão recursos para custeio das atividades e adicionais para pagar as equipes de trabalho, o que pode até resultar na possibilidade de contratar mais profissionais.
O legislador disse ainda que a maior queixa entre os usuários da saúde pública são os horários de atendimento, uma vez que os trabalhadores “ficam desamparados de atenção básica, com medo de perderem seus empregos com faltas ou até mesmo atestados”.
Na opinião dele, a ampliação do horário de atendimento, desafogará a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e também o Pronto Socorro do Mini-Hospital Fortunata Germano Pozzobon.
O programa
As Unidades Básicas de Saúde (UBS) que ampliarem horário de atendimento receberão mais recursos do Governo Federal. A medida prevê que a população tenha acesso aos serviços básicos, como consultas médicas e odontológicas, coleta de exames laboratoriais, testes de rastreamento para ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), recém-nascidos e gestantes, aplicação de vacinas, consultas pré-natal, entre outros procedimentos, durante os três turnos.
Mandetta destaca que o objetivo é ampliar a disponibilidade dos serviços em horários compatíveis aos dos trabalhadores brasileiros, conferindo maior resolutividade na Atenção Primária. “É um modelo que funciona bem para todos, cidades pequenas, médias e grandes. Imagina só a situação de uma mulher e marido que começam a trabalhar às 6h da manhã. A esta hora, o posto está fechado. No almoço, porque o funcionamento é de apenas 40h, também está fechado. Na volta para casa, o posto também está fechado, porque o expediente vai só até às 17h, em média. O que resta, então? As UPAS e hospitais, que ficam lotados e é justamente isso que vamos trabalhar para resolver”, disse.