Iniciativa é do Sest Senat de Votuporanga; primeira turma começará dia 21 de fevereiro e a próxima será 21 de março
O drone usado nas aulas será o Mini 4 Pro da DJI, de R$ 10 mil Júnior Fernandes, o professor que irá ministrar o curso, conversou com o A Cidade. Foto: A Cidade
Da redação
O Sest Senat Votuporanga tem uma novidade na sua gama de cursos. A primeira turma do curso de formação de pilotos de drones já está marcado para começar dia 21 de fevereiro, de forma presencial na unidade. Apesar da entidade informar que as vagas para essa turma estão todas preenchidas, os interessados podem se inscrever na lista de espera e para a próxima turma, com começo dia 21 de março. A expectativa é que tenham mais oportunidades durante o ano.
O jornal
A Cidade conversou de forma exclusiva com Júnior Fernandes, o professor que irá ministrar o curso, sobre todos os detalhes das aulas e das possíveis carreiras para os futuros operadores de drones. “O curso é uma oportunidade incrível para quem está querendo fomentar o currículo, talvez ter uma nova função. O operador de drone, ou piloto de drone, ambos estão certos, pode ir para várias áreas diferentes”, afirma.
Apesar de ser um curso considerado básico, o professor ressalta que serão ensinados conceitos e técnicas que vão além. Serão passadas as instruções de operação dessas pequenas aeronaves, a legislação e o órgão que rege a operação dessas máquinas, sempre buscando o entendimento o mais aprofundado possível tanto na questão de lazer quanto na questão profissional.
Os alunos também vão conseguir aprender na prática usando o drone do Sest Senat Votuporanga, um Mini 4 Pro da DJI. Custando em torno de R$ 10 mil reais, o equipamento é considerado top de linha. Júnior explica que ele “grava em 4K, tem uma disponibilidade de voo muito boa, autonomia legal em questão a bateria. É uma aeronave fantástica que faz muitas programações, como de voo automático que dá para marcar os pontos no mapa e ele faz o voo sozinho durante quantas vezes você quiser. Ele tem sensores de aproximação, sensores de colisão, etc.”
Com a alta demanda por pilotos de drones, a remuneração também é grande. Para o professor, o salário de entrada para pilotar drones agrícolas varia entre R$ 6 mil e R$ 7 mil. Mas ele alerta que é preciso “ter algumas capacitações a mais. No caso, seria o CAR, que é um curso para aprender a misturar os insumos agrícolas e s venenos para a aplicação.” Além disso, os drones agrícolas são maiores e entram em outra classe de aeronave. Já para aplicações voltadas mais à captação de imagens e vídeos, ele explica que o futuro piloto “pode ter um estúdio aéreo para fazer desde propagandas para empresas até serviço de mapeamento de área.” Nesses casos não existe uma média salarial de entrada, mas devido à alta especialização e falta de mão de obra qualificada, são possíveis remunerações de R$ 10 mil ou mais.
“Dá pra dar asas à criatividade. Eu brinco que não são nem asas. São hélices. Dá pra dar hélices à criatividade. Dá para voar muito”, comenta o professor.
LEGENDA: