Denúncia por suposta infração político-administrativa foi apresentada por servidor municipal e menciona declaração feita em sessão ordinária da Câmara
Denúncia por suposta infração político-administrativa foi apresentada por servidor municipal e menciona declaração feita em sessão ordinária da Câmara. Foto: Assessoria
Da redação
A Câmara Municipal de Votuporanga aprovou na noite desta segunda-feira (9) a abertura de processo administrativo contra o vereador Cabo Renato Abdala por suposta infração político-administrativa. A decisão ocorreu durante sessão legislativa em que os parlamentares analisaram denúncia protocolada no Legislativo municipal.
Antes da votação, o suplente Roberto Bianchini Júnior foi empossado para assumir temporariamente a cadeira do vereador Cabo Renato Abdala, permitindo que participasse da deliberação sobre a abertura ou não do processo administrativo. Após a posse, os vereadores procederam à votação da denúncia apresentada ao Legislativo.
Na votação, posicionaram-se contra a abertura do processo Roberto Bianchini Júnior, Osmair Ferrari, Debora Romani, Natielle Gama e O Wartão. Os demais parlamentares votaram favoravelmente à continuidade da denúncia. O placar final foi de 9 votos a 5 e, conforme o resultado registrado na sessão, o projeto foi aprovado, deixando aberta a possibilidade de cassação do mandato do vereador.
A denúncia foi protocolada na sexta-feira (6) e registrada como Processo Administrativo nº 36/2026. O documento solicita a apuração da conduta do parlamentar com base no Decreto-Lei nº 201/1967, legislação que trata da responsabilidade de prefeitos e vereadores em casos de infrações político-administrativas.
O denunciante é Ormélio Caporalini Filho, servidor público municipal. No documento encaminhado à Câmara, ele pede a abertura de processo com possibilidade de cassação do mandato do vereador, alegando que o parlamentar teria cometido quebra de decoro parlamentar durante manifestação na tribuna da Câmara.
Segundo a denúncia, durante a 5ª sessão ordinária realizada em 23 de fevereiro de 2026, o vereador teria se referido à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo como “terra de malandro”. O denunciante afirma que a declaração foi feita durante sessão pública, transmitida pelos canais oficiais da Câmara Municipal, e sustenta que a fala teria atingido de forma coletiva a honra de servidores públicos da pasta.