A indicação foi assinada por todos os vereadores da Câmara Foto: A Cidade
Da redação
Em um momento de união entre os vereadores de Votuporanga, foi feita uma indicação, endereçada à Prefeitura de Votuporanga, para fixar o valor extra que servidores da cidade ganham no final do ano nos seus vales-alimentação em R$ 500. Ela foi assinada por todos os vereadores da Câmara.
A ideia principal é tornar permanente a bonificação do prêmio natalino, que seria adicionado ao vale-alimentação dos servidores em dezembro. No ano passado, foi repassado aos servidores municipais o valor de R$ 250.
Eles explicam que a ideia “nasce do reconhecimento de que a cidade de Votuporanga funciona, todos os dias, graças ao trabalho dedicado de seus servidores públicos. São eles que atendem nas repartições, cuidam da saúde, ensinam nas escolas, mantêm as ruas limpas, zelam pela segurança e garantem que os serviços cheguem à casa de cada cidadão. Merecem, portanto, ser valorizados não apenas com palavras, mas com gestos concretos.”
O texto também afirma que “a proposta busca garantir que essa bonificação não dependa mais da boa vontade deste ou daquele gestor. Que ela se torne fixa, permanente e prevista em orçamento, para que todo servidor possa contar com esse apoio todos os anos, sem sobressaltos. É dar segurança à família do servidor, que passa a saber que, em dezembro, esse valor estará lá.”
Contenção de gastos
O pedido vem após menos de duas semanas após uma audiência pública para discutir o orçamento da cidade para o ano que vem. Na época, o secretário da Fazenda, Deosdete Vechiato, citou a queda de arrecadação e repasse do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias), que é um imposto estadual. De acordo com ele, “nós estamos tendo uma contenção de gastos em virtude da queda de arrecadação do estado [de São Paulo], que não está boa.”
O secretário também respondeu os questionamentos explicando que o município vai passar por uma contenção de gastos muito grande devido à disparidade de aumento de receitas e despesas. “Enquanto a receita cresce 5%, 6%, a despesa cresce 12%. Não tem caixa que aguente, e nós vamos passa por situações difíceis. Não será fácil suportar”, afirmou.
Perguntado especificamente sobre quais áreas vão sofrer com corte de gastos, o secretário afirmou que “de maneira geral, todas as áreas vão ter que fazer um reestudo das suas despesas para apresentar um corte de gastos.”