Entre as iniciativas diretamente afetadas está a Operação Ágata, considerada uma das principais frentes de combate ao narcotráfico e ao garimpo ilegal
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Daniel Marques
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O deputado estadual Danilo Campetti demonstrou forte insatisfação com o bloqueio de R$ 4,3 bilhões no orçamento destinado à área de Defesa realizado pelo governo federal. De acordo com o parlamentar, a medida resultou na interrupção, por prazo indeterminado, das ações do Exército Brasileiro voltadas ao enfrentamento do crime organizado nas fronteiras nacionais. “O governo Lula desarmou o Exército na fronteira, e quem agradece é o PCC e o Comando Vermelho”, disparou.
Entre as iniciativas diretamente afetadas está a Operação Ágata, considerada uma das principais frentes de combate ao narcotráfico e ao garimpo ilegal em áreas de fronteira terrestre e fluvial. Neste ano, a operação já havia registrado a apreensão de mais de 15 toneladas de entorpecentes, além da destruição de 62 dragas de mineração ilegal e 117 balsas na região amazônica.
Com experiência profissional na área de segurança pública, atuando como policial, Campetti ressaltou que a suspensão das atividades atinge especialmente os Comandos Militares da Amazônia e do Oeste, locais apontados por ele como áreas de intensa presença de organizações criminosas. Segundo o deputado, a retirada do efetivo amplia a vulnerabilidade do território e favorece a atuação de redes ligadas ao tráfico de drogas e ao contrabando.
Ao abordar o tema, o parlamentar também questionou a posição ideológica adotada pela atual administração federal quanto ao enquadramento dessas organizações. “Isso acontece dias após os EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas, e o Lula contestar a decisão. O governo desarmou quem protegia a fronteira. Esse é o preço do descaso com a segurança nacional”, observou.
Durante sua fala, Campetti afirmou que a diminuição dos investimentos estruturais e a redução da atuação das Forças Armadas têm reflexos diretos sobre a soberania nacional. Na avaliação do deputado, a segurança pública depende de medidas técnicas e de fiscalização rigorosa nas fronteiras, além da recomposição dos recursos destinados ao setor, pauta para a qual defendeu maior mobilização da sociedade civil.