A principal demanda é entender a demora para ser realizada a revitalização do lugar
Ele está localizado ao lado do Poupa Tempo
Da redação
O antigo mercadão de Votuporanga, localizado na rua Bahia, ao lado do Poupa Tempo, não tem data prevista para ter a sua revitalização feita. Isso quem afirma é a Prefeitura por meio de resposta a requerimento endereçado a ela.
O documento, de autoria do vereador O Wartão (União), faz questionamentos sobre o local, que está fechado a décadas, apesar de ter potencial econômico muito grande. A principal demanda é entender a demora para ser realizada a revitalização do lugar.
Segundo a resposta do Executivo Municipal, na forma do Departamento de Arquitetura, existem dois projetos arquitetônicos para o imóvel, sendo um de 2013 e outro de 2020. “Os estudos foram desenvolvidos considerando a condição de bem protegido e em interlocução com o Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico, Cultural, Turístico e Natural de Votuporanga – COMDEPHAACT, buscando preservar as características arquitetônicas originais da edificação”, afirma o departamento.
Sobre a demora excessiva para realização das obras, é citada a questão judicial que envolve o mercadão. De acordo com o documento, o imóvel é composto de 89 boxes, sendo que 70 já foram desapropriados para o Município e os outros 19 estão em posse deste esperando a tramitação final do processo.
“A situação dominial ainda não integralmente consolidada pode representar dificuldade para o enquadramento do imóvel em determinados programas, convênios ou fontes de recursos estaduais e federais destinados à restauração e requalificação de imóveis, especialmente quando houver, entre os requisitos para obtenção dos recursos, a comprovação da propriedade ou da regularidade dominial integral da área”, explica o órgão.
Infestado de pragas
Em maio deste ano, o mercadão foi alvo de reclamações de munícipes e vereadores devido ao estado de abandono do local. Em uma indicação, o vereador Carlim Despachante (Republicanos) afirmou que existia a necessidade do controle de pragas urbanas tanto no mercado quanto no Poupa Tempo, diante da presença de insetos, roedores e outras pragas que vinham sendo relatadas nos prédios e que comprometeram as condições adequadas de higiene, segurança e salubridade do ambiente.