Duplamente motivado pelas publicações exibidas na edição de 01 de abril de 2026 em nosso jornal, a manifestação do Comandante da 3ª Companhia, André Navarrete e nosso próprio artigo publicado às páginas 2.
A atenção, amor e cuidado com nossas crianças e adolescentes, como nos posiciona o professor Doutor José Martins Filho, no canal do “Youtube” AMOR, FAMÍLIA E CUIDADO, é incumbência não apenas da família. Espera-se que toda a sociedade, em especial das pessoas às quais são atribuídas responsabilidades sobre políticas públicas, em todas as áreas que, direta ou indiretamente, estão associadas à atenção a essa população.
Cabe uma lembrança, de vivência anterior deste professor, quanto à atenção que é dispensada às crianças no Japão (vivi um tempo naquele país). As crianças são uniformizadas de forma a serem reconhecidas quando transitam por quaisquer espaços sociais. Não apenas como um formalismo de identificação. As ruas estão repletas de grupamentos infantis, indo e vindo das escolas sozinhas e sem qualquer risco. A comunidade, como um todo dedica atenção em todos os momentos. Preservar a vida, a dignidade e a inocência de todas.
Em nossa sociedade, infelizmente, convivemos com elevados índices de abuso sexual de crianças e, pasmem, praticados por seus próprios familiares. A atenção dos adultos, aqueles que mencionei nos parágrafos anteriores (todos nós), devem ser destinadas à observação das alterações atitudinais das crianças, aproximarem-se delas e identificar possíveis quadros de abuso. Neste ponto, as estruturas escolares desde a creche são momentos de convivência e observação das crianças pelos cuidadores, administradores e docentes e, portanto, identificar e encaminhar investigações sobre a vida das crianças.
Existem indicativos manifestos nas atitudes das crianças e marcas em seu corpo e sentimentos expressos que nos permitem observar com maior atenção e, dentro de critérios seguros, encaminhar atenção especializada.
Os dados ao longo dos anos (15 anos) acompanhados e registrados no site da ABRINQ que expõe dados oficiais do Ministério da Saúde.
Não podemos, portanto, aceitar que a Escola (um dos espaços relevantes) não conte com a atenção cotidiana e apurada voltada para as crianças e adolescentes sob sua orientação.
São inúmeros os fatores limitantes, incluindo a desvalorização do trabalho docente, a adoção de constantes ações de formação docente e profissional continuada entre muitos outros a serem superados com a adoção de políticas públicas, verdadeiramente, eficientes.