Sim, conflitos armados geram impactos severos na economia global, resultando em inflação generalizada, custos mais altos de energia (petróleo/gás) e alimentos, além da desaceleração do crescimento mundial. A destruição da infraestrutura que compreende suprimentos e sanções comerciais reduzem a oferta de insumos essenciais, situações de pobreza, forçando países a ajustar políticas fiscais.
A guerra, por sua vez, afeta regiões estratégicas na produção de, além de petróleo, gás, grãos e fertilizantes, gerando aumento de preços ao consumidor final, um dos sustentáculos que contribui para a grandeza do comércio estabelecido em todo o mundo.
É evidente que a continuidade da guerra piora perspectiva sobre a economia global, acrescentando a este fato ataques e contra-atraques em andamento a refinarias, campos de gás e terminais de petroleiros no Golfo Pérsico ameaçam prolongar a dor econômica global.
Por isso, tudo indica que os conflitos permaneçam por meses, até anos, dependendo dos homens que atuam nas negociações, debates e reuniões sucessivas, visando algumas fórmulas mais viáveis e concentradas, no sentido de que os países envolvidos em conflitos encontrem um caminho mais salutar nas decisões internacionais.
Para a economia global, todos os caminhos de guerra afetam preços e crescimento, citando com exclusividade o caso da energia mais cara pressiona inflação na Europa e encarece combustíveis nos Estados Unidos, enquanto países pobres sofrem mais com o custo extremamente elevado, até que surjam algumas definições capazes de fazer com que esses países sobrevivam a contento suas atividades normais.
As consequências econômicas da guerra no Irã estão pressionando consumidores e empresas ao redor do mundo, elevando o preço de itens essenciais como alimentos e combustíveis.
Embora a guerra possa moldar a economia global de diferentes maneiras, todos os caminhos levam a preços mais altos e crescimento mais lento, escreveram os principais economistas do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Na semana passada, sinais de tensão puderam ser vistos em novas projeções de um forte aumento da pobreza em todo o mundo árabe, além de um salto na inflação na Europa e novas dimensões de oscilações de preços da gasolina nos Estados Unidos.
Os efeitos são especialmente repassados a países pobres, que têm menos recursos, tais como Nações da África, do Sul da Ásia, da América Latina e de partes do Oriente Médio que importam a maior parte de sua energia, esses países encontram sérias dificuldades para arcar com custos elevados.
Para essas economias, o efeito é “um grande e repentino imposto sobre a renda”, de acordo com estudos realizados por economistas do Fundo Monetário Internacional, como sendo uma realidade e onde geram dificuldades de sobrevivência àqueles que contribuem religiosamente com seus impostos.
Ainda assim, mesmo que os países consigam levantar recursos, o fornecimento de petróleo, gás e outras necessidades imprescindíveis podem não estar disponíveis por causa do bloqueio do Irã ao Estreito de Hormuz, uma rota marítima fundamental, além dos danos à infraestrutura energética em toda a região do Golfo Pérsico.
Enfim, há de se ressaltar o fato de que a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada no fim de fevereiro, gerou uma onda de instabilidade global. No Brasil, por exemplo, o conflito reflete na disparada do petróleo, alta do dólar e ameaça à produção agrícola, afetando desde as contas do governo até o preço nos supermercados, estando dentro desse contexto outros empreendimentos comerciais.