A Administração Municipal vai apresentar o projeto e justificar a necessidade de aprovação do Projeto de Lei
Audiência será as 15h de hoje, na Câmara Municipal e a população é chamada a debater o projeto Foto: Assessoria
Da redação
A população de Votuporanga terá a chance de debater, junto aos vereadores da cidade, o Projeto de Lei nº 43/2026, que propõe a implantação do sistema de estacionamento rotativo pago digital, conhecido como Área Azul Digital. A Audiência Pública acontecerá na Câmara Municipal nesta quarta-feira (25), às 15h, e contará com transmissão simultânea pelo canal do YouTube da Câmara.
As audiências são abertas ao público e têm como objetivo ampliar a participação da população nas discussões sobre os projetos que impactam diretamente a cidade. Estarão presentes representantes da prefeitura, que explicarão o Projeto de Lei e suas consequências. A população terá espaço para realizar perguntas sobre o tema em questão.
Após esse procedimento, o Projeto de Lei será levado para as comissões da Câmara de Vereadores, onde será debatido novamente antes de ser apresentado para a votação em sessão ordinária.
Sobre o Área Azul Digital
Essa é a segunda versão do projeto a ser apresentada pela Prefeitura. A primeira foi rejeitada na última sessão da Câmara do ano passado com a justificativa, por parte dos vereadores que votaram contra, de que o projeto deixava muitas “pontas soltas”.
Comparado com o projeto que foi apresentado da última vez, existe apenas uma mudança. Foi adicionado no artigo 8º que “a proposta econômica da licitante à concessão do serviço público deverá conter o valor referente à Outorga ofertada, não inferior a 10%, e será calculada sobre a Receita Tarifária de toda a arrecadação mensal”. Isso significa que a oferta mínima que uma empresa pode fazer para tomar conta é de 10% da arrecadação mensal do serviço. Pelo que foi informado pela Prefeitura, esse valor seria repassado mensalmente pela vencedora do pleito. O contrato com o Centro Social prevê que a entidade fique com 100% do arrecadado pela Área Azul.
No restante, o projeto permanece igual. Apesar da clara preferência, por parte do Poder Executivo para a terceirização, a operação poderá ser feita diretamente pela administração municipal. O maior impedimento é a decisão Tribunal de Contas do Estado (TCE) no ano passado de vedar a exploração por entidades, como é atualmente com o Centro Social. O tempo máximo de permanência em cada vaga será de duas horas, com cobrança por períodos fracionados e controle exclusivamente digital, através de aplicativo, pontos de venda autorizados ou outros meios eletrônicos. As áreas regulamentadas serão definidas por decreto.
O texto também transfere à futura concessionária a responsabilidade pela demarcação, sinalização e manutenção das placas da Área Azul, função hoje executada pela Secretaria de Trânsito, Transporte e Segurança. Estão previstas ainda isenções para idosos e pessoas com deficiência, desde que estacionem nas vagas destinadas a esses públicos e apresentem credencial, além de exceções para veículos oficiais, ambulâncias, imprensa, utilidade pública e outros casos previstos em lei.
Cartões de papel adquiridos anteriormente poderão ser convertidos em créditos digitais pelo usuário no prazo de três meses após o início do novo sistema. A Prefeitura afirma também que, mesmo com a modernização, não haverá aumento no valor das tarifas.
A proposta revoga a legislação atual e estabelece que a regulamentação detalhada ocorrerá por decreto após aprovação da Câmara. O objetivo, segundo a administração municipal, é implementar um modelo mais moderno, eficiente e alinhado às diretrizes legais, especialmente após a decisão do TCE que inviabilizou a manutenção do serviço pelo Centro Social.