As estatísticas indicam que em janeiro de 2025, foram registrados 1958 casos, contra apenas 78 nesse ano
Desde o começo do ano, já foram realizados pelo menos quatro grandes mutirões contra a dengue na cidade Foto: Prefeitura de Votuporanga
Da redação
O número de casos de dengue em Votuporanga continua em muito baixo quando comparados ao ano de 2025. Números da Secretaria de Saúde indicam uma queda de mais de 96% em relação ao mesmo período do ano passado.
As estatísticas indicam que em janeiro de 2025, foram registrados 1958 casos, contra apenas 78 nesse ano. Fevereiro também teve queda expressiva, saindo de 1328 em 2025 para 17.
Em contato com a reportagem do jornal A Cidade, a Secretaria da Saúde observa que a redução é reflexo do trabalho contínuo de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, com ações permanentes como nebulizações, mutirões, bloqueios de criadouros, instalação das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) e campanhas educativas realizadas em diferentes regiões da cidade. “Também não se pode descartar que parte da população já tenha desenvolvido algum nível de proteção contra o tipo de vírus que vinha circulando nos últimos anos, o que pode influenciar momentaneamente a dinâmica de transmissão em determinadas áreas”, acrescentou.
O município também é pioneiro no desenvolvimento de um aplicativo para o monitoramento das armadilhas contra o Aedes aegypti. Esse trabalho, associado às demais ações preventivas conduzidas pela Secretaria da Saúde, contribuiu para a queda significativa no número de casos.
Mutirões
Desde o começo do ano, já foram realizados pelo menos quatro grandes mutirões contra a dengue na cidade. Um em janeiro focado no Pozzobon, dois em fevereiro no São João e Colinas e um em março no Palmeiras. A expectativa é que tenham mais mutirões até o final do período chuvoso para continuar a manter os níveis baixos da doença.
Durante esses mutirões, os profissionais fazem visitas domiciliares, orientaram os moradores sobre medidas preventivas e atuam na eliminação de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. A Vigilância Ambiental informa que todos os agentes estarão devidamente identificados com crachá e uniforme. A orientação é para que os moradores recebam os profissionais e sigam as recomendações repassadas durante as visitas.