Centro Social afirma que, apesar de perder sua arrecadação, se preocupa mesmo é com as pessoas que podem perder seus empregos Foto: Assessoria Comunicação Câmara
Da redação
Em audiência pública realizada na tarde de ontem na Câmara Municipal para debater o Projeto de Lei para a implementação do Área Azul Digital, o secretário de Trânsito, Marcelo Zeitune, e o diretor do Centro Social, Edson Prates, confirmaram que o programa atual gera entre R$ 130 e R$ 140 mil por mês para a entidade. Com isso, a empresa que assumiria após a aprovação da lei e a futura licitação pode faturar até R$ 125 mil reais por mês.
A ocasião foi marcada pela presença de vários vereadores, representantes da administração pública, do Centro Social, atual gerenciador do Área Azul, além de representantes do comércio local. Durante a sua fala inicial, Zeitune comentou que a arrecadação mensal do Centro Social é entre R$ 130 e R$ 140 mil por mês. Atualmente, todo esse montante fica para a entidade. Porém, com a nova proposta, foi definido que as empresas que quiserem participar da licitação para arrematar o serviço de estacionamento teria que pagar pelo menos 10% da arrecadação mensal para a Prefeitura.
Outro ponto que foi tocado pelo secretário de Trânsito é que o preço de R$ 3 por duas horas de estacionamento não irá mudar. De acordo com ele, a tarifa é uma das mais baratas da região e não poderá ser alterada.
O Procurador Geral do município, Douglas Lisboa, foi responsável por explicar a situação jurídica envolvendo a impugnação, por parte do Tribunal de Contas, do processo que escolheu o Centro Social para continuar gerindo o Área Azul. De acordo com ele, “o município sempre quis que a Área Azul fosse coordenada e gerida por uma entidade assistencial”. Porém, devido a essa decisão do Tribunal de Contas, essa situação ficou inviável. O procurador informou ainda que outras cidades da região também sofreram com essa questão.