Dalbert Mega, que foi candidato à deputado federal pelo PP, foi o campeão de gastos, enquanto Cabo Renato Abdala, do PRD, gastou menos
Os seis candidatos totalizaram R$ 1,38 milhão em fundos e materiais recebidos pelos partidos Foto: Prefeitura de Votuporanga
Da redação
Os seis candidatos a cargos legislativos mais populares que tem como residência Votuporanga apresentaram suas prestações de contas finais ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O prazo final da apresentação foi nesta terça-feira (3).
O total gasto por todos os candidatos durante o período eleitoral foi de R$ 1.174.664,85. Já a receita conjunta, contando tanto o dinheiro do Fundo Eleitoral e os materiais enviados pelos partidos aos candidatos, foi de R$ 1.387.880,92.
O campeão de gastos foi o empresário Dalbert Mega, que foi candidato a deputado federal pelo PP. Ele gastou, ao final da campanha, R$ 585.704,65. Desse valor, R$ 403 mil foram gastos com despesas de pessoal, R$ 59,7 mil foram classificados como diversas a especificar e R$ 50 mil com serviços advocatícios.
As receitas da campanha tiveram apenas duas origens: o Fundo Eleitoral do PP e o próprio Mega. O partido colocou R$ 350 mil e o empresário contribuiu com R$ 235.704,65, sendo que a maior parte desse valor foi depositado nas contas da campanha após o primeiro turno.
Débora Romani, atual vereadora de Votuporanga pelo PL, tentou uma cadeira na Alesp e foi a segunda que mais gastou durante as eleições, com o valor total de R$ 245.596,53. Desses, R$ 88.700,00 foram relacionados à publicidade por materiais impressos, R$ 47 mil com impulsionamento de conteúdos na internet e R$ 37 mil com serviços prestados por terceiros.
A vereadora, ao contrário de Mega, não colocou dinheiro próprio na campanha, tendo recebido R$ 400 mil do Fundo Eleitoral do PL e R$ 13.607,80 em serviços prestados pelo diretório estadual do partido.
Outra vereadora que concorreu na eleição foi Natielle Gama (Podemos). Ela buscou a chance de ser deputada federal e gastou R$ 199.590,00 em sua campanha. Desses, R$ 115 mil foram destinados a atividades de militância e mobilização de rua, R$ 29 mil em serviços prestados por terceiros e R$ 12,8 mil em publicidade impressa.
Natielle foi outra que também não colocou dinheiro próprio para tentar se eleger, tendo recebido duas parcelas de R$ 100 mil do Fundo Eleitoral e R$ 24,4 mil em materiais publicitários que foram pagos via fundo partidário.
A protetora de animais Sandra Valéria concorreu a uma vaga de deputada estadual pelo Solidariedade e gastou R$ 82.456,67. A grande maioria dos gastos foram com despesas com pessoal, totalizando R$ 67.178,17, seguido por R$ 10.824,50 em publicidade por materiais impressos e R$ 3.200,00 em produção de programas de rádio, televisão ou vídeo.
Sua campanha contou com R$ 96 mil reais de financiamento, sendo duas parcelas de R$ 46.353,74 e R$ 3.292,5 em forma de materiais de publicidade. Todo o dinheiro veio do Fundo Eleitoral de seu partido.
Dr. Hery se candidatou para deputado estadual pelo Avante e gastou R$ 58,5 mil durante a campanha. R$ 21,5 mil foram direcionados para impulsionamento de conteúdos, R$ 10.550,00 para despesas com pessoal e R$ 8.220,00 para publicidade por materiais impressos.
O financiamento de campanha do candidato foi o mais variado de todos e totalizou R$ 60,5 mil. Desses, R$ 35,5 mil vieram do próprio candidato, R$ 15 mil foram doados por Jose Francisco dos Santos, R$ 8 mil por Bruno Cavalcanti Silva e R$ 2 mil por Isael Schiavo.
Por último, com a campanha mais “barata” da cidade, está o atual vereador Cabo Renato Abdala (PRD). Ele gastou apenas R$ 2.817,00, sendo R$ 2.050,00 comprando publicidade por materiais impressos, R$ 300 em serviços contábeis, o mesmo valor em serviços advocatícios e R$ 166 em publicidade por adesivos.
O vereador contribuiu com R$ 2.818,50 de seu próprio bolso para a campanha e recebeu R$ 4.830,00 em materiais de campanha advindos do seu partido.