Autarquia afirma que alteração foi definida após estudo técnico de dois anos e que nenhum servidor será dispensado
Superintendência de Água, Esgotos e Meio Ambiente de Votuporanga (Saev Ambiental); terceirização de leituristas causa polêmica na cidade Foto: Prefeitura de Votuporanga
Daniel Marques
daniel@acidadevotuporanga.com.br
A Superintendência de Água, Esgotos e Meio Ambiente de Votuporanga (Saev Ambiental) prevê economizar mais de R$ 700 mil por ano com a terceirização dos trabalhos dos leituristas. No entanto, os trabalhadores pretendem se manifestar contra a iniciativa na próxima sessão da Câmara Municipal, na segunda-feira (9), uma vez que eles entendem que serão prejudicados financeiramente.
Em contato com a reportagem do jornal A Cidade, a autarquia disse que a iniciativa tem como objetivos modernizar os processos internos, ampliar a eficiência da gestão e melhorar as condições de trabalho dos servidores que atualmente exercem a função, muitas vezes expostos diretamente ao sol, à chuva e ao frio. Votuporanga tem cerca de 17 leituristas atualmente.
De acordo com a Saev, a alteração é resultado de um estudo técnico realizado ao longo dos últimos dois anos. Durante esse período, representantes da autarquia visitaram municípios como Itu, São José do Rio Preto e Catanduva, onde o modelo de trabalho já é adotado. As experiências dessas cidades foram consideradas na avaliação da proposta.
Entre os resultados esperados pela autarquia estão a melhoria no atendimento aos usuários, o acompanhamento do crescimento urbano e da expansão de loteamentos, além da ampliação da capacidade de realização de medições e do controle dos serviços prestados. A economia estimada com a mudança é de mais de R$ 700 mil anuais aos cofres públicos.
“A Saev Ambiental ressalta que nenhum servidor será dispensado e que a mudança não provocará qualquer impacto na remuneração dos servidores, que permanecerá conforme estabelecido no edital do respectivo concurso público. As atividades desempenhadas por cada profissional continuarão respeitando as atribuições previstas em seu cargo”, garantiu a autarquia.
Um leiturista, que com receio de represálias preferiu não se identificar, conversou com o
A Cidade sobre a questão. Ele explicou que com as mudanças os trabalhadores deixarão de ganhar cerca de R$ 1.500 cada. Esse seria o motivo da manifestação na segunda-feira.