O primeiro caso registrado no município neste ano foi de um homem, de 48 anos, residente no bairro Pozzobon Foto: Prefeitura de Votuporanga
Daniel Marques
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Votuporanga registra dois casos de leishmaniose visceral em 2026. O segundo diagnóstico confirmado neste ano é de um adolescente de 17 anos, morador do bairro Vila Marim, que está hospitalizado e em tratamento contra a doença. A confirmação ocorreu nesta semana.
O primeiro caso registrado no município neste ano foi de um homem, de 48 anos, residente no bairro Pozzobon. Ele recebeu tratamento e já está curado. Com a confirmação do caso do adolescente, o município chega a duas ocorrências da doença em 2026.
A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa causada por um parasita chamado Leishmania infantum, que atinge principalmente órgãos internos, como fígado, baço e medula óssea. Também conhecida como calazar, a doença pode provocar febre prolongada, fraqueza, perda de peso, anemia e aumento do fígado e do baço. Os sintomas podem aparecer semanas ou meses após a infecção.
A transmissão ocorre pela picada da fêmea do mosquito-palha infectada pelo parasita. O inseto adquire o protozoário ao picar um animal infectado, principalmente cães, que podem atuar como reservatórios da doença. Posteriormente, ao picar uma pessoa, o mosquito pode transmitir o parasita. A leishmaniose visceral não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra, nem pelo contato físico com animais infectados.
Quando não diagnosticada e tratada, a doença pode provocar complicações que comprometem o funcionamento de órgãos e sistemas do organismo. Entre os riscos estão anemia, redução das plaquetas e dos glóbulos brancos, hemorragias, infecções secundárias e comprometimento do estado geral do paciente. Crianças, pessoas com imunidade comprometida e pacientes sem acesso ao tratamento podem apresentar maior risco de evolução para quadros graves.
A leishmaniose visceral pode levar à morte, principalmente quando não há diagnóstico e tratamento adequados. Segundo o Ministério da Saúde, a doença apresenta elevada letalidade nos casos não tratados. O tratamento é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e utiliza medicamentos específicos, definidos conforme as condições clínicas do paciente. Com o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico, as chances de recuperação aumentam.