Região
JORGE PETRIBÚ E O LEGADO DE 20 ANOS QUE TRANSFORMOU O NOROESTE PAULISTA
De um investimento de R$ 80 milhões em Meridiano à gigante Cofco International com 25,5 milhões de toneladas de moagem, história do setor sucroalcooleiro da região tem marco na Usina Meridiano
publicado em 03/09/2026
O nome Petribú, de origem tupi Potyraybú - “Fonte das Flores” - trouxe consigo um slogan que se tornaria realidade na região: “Produção + Emprego - Poluição = desenvolvimento e bem estar social”. (Foto: Divulgação)
Há 20 anos, o Noroeste Paulista ainda dependia da pecuária e da laranja, com trabalhadores de Santo Antônio do Viradouro precisando de transporte pago do bolso do prefeito para buscar emprego em Valentim Gentil e Fernandópolis. Foi nesse cenário que o Grupo Petribú, detentor da usina mais antiga do Brasil fundada em 1729 em Pernambuco, anunciou a instalação da Usina Meridiano.
O registro histórico está na Revista Meridiano 47 anos, de 2006. Com foto do prefeito da época, Torrente, ao lado do Diretor Presidente Jorge Petribú e da Diretora Patrícia Brennand de Petribú, a matéria intitulada “Petribu começa a empregar” anunciava R$ 80 milhões de investimento na unidade de Meridiano, mais R$ 50 milhões no interior paulista, 100 contratações imediatas e projeção de 1 mil empregos.
A usina foi instalada na Fazenda Buriti, conforme explicou Arquimedes Carrilho Celeri, considerado um dos principais idealizadores do projeto e responsável pela implantação do empreendimento na região.
De Meridiano para o mundo
O que começou com um canavial se tornou a base para um dos maiores investimentos internacionais no setor. A Fazenda Buriti, em Meridiano-SP, hoje consta como unidade da COFCO International Brasil S.A. (CNPJ 06.315.338/0024-05). A trading chinesa já possuía quatro usinas no estado - Catanduva, Potirendaba, Meridiano e Sebastianópolis do Sul - e um terminal de transbordo em Votuporanga.
Com a aquisição recente de duas usinas da Bunge - Rio Vermelho e Nova Unialco -, a capacidade de moagem da Cofco no Brasil saltou de 18,5 para 25,5 milhões de toneladas, consolidando-se como uma das maiores do setor no maior produtor de açúcar do mundo.
Para analistas e produtores locais, a venda da operação da Petribú para a Cofco não significou saída, mas multiplicação. “O alqueire que valia R$ 6 mil foi para R$ 15 mil em dois anos. Veio mecanização, curso técnico, oficina, posto, restaurante na rodovia. A cadeia inteira gira em torno da usina”, relembra um fornecedor de cana da época da instalação.
Vinte anos depois, o consenso na microrregião de Votuporanga é um só: Jorge Petribú foi o maior empreendedor do setor sucroalcooleiro do Noroeste Paulista nas últimas duas décadas. Foi quem acreditou quando ninguém acreditava e plantou a semente que a Cofco hoje colhe em escala global.
Notícia publicada no site: www.acidadevotuporanga.com.br
Endereço da notícia: www.acidadevotuporanga.com.br/regiao/2026/09/jorge-petribu-e-o-legado-de-20-anos-que-transformou-o-noroeste-paulista-n88128