Especialistas destacam fatores que aumentam a gravidade dos acidentes e orientam população a evitar manipulação dos animais
Coordenador do curso de medicina da Unifev, professor doutor Wagner Moneda Telini Foto: Unifev
Daniel Marques
daniel@acidadevotuporanga.com.br
Médicos de Votuporanga alertam a população sobre os riscos associados às picadas de escorpiões, especialmente em períodos de maior incidência desses animais em áreas urbanas.
Em conversa com a reportagem do jornal
A Cidade, o coordenador do curso de medicina da Unifev, professor doutor Wagner Moneda Telini, informou que consultou diversos docentes especialistas nas áreas de atenção à saúde sobre os riscos envolvendo acidentes com escorpiões, tema que será abordado durante a campanha Unifev em Ação, marcada para o dia 9 de maio de 2026, na Concha Acústica de Votuporanga.
De acordo com os professores consultados, o risco das picadas aumenta conforme a intensidade e a frequência da exposição ao veneno. Situações em que o escorpião se sente ameaçado tendem a resultar em quadros mais graves, especialmente quando há inoculação de maior quantidade de veneno. Segundo os profissionais da saúde, casos envolvendo escorpiões mais jovens também podem apresentar maior gravidade.
Especialistas em moléstias infecciosas alertam ainda que muitos acidentes ocorrem durante tentativas de captura ou eliminação do animal, prática considerada perigosa. A gravidade do quadro clínico também depende das condições de saúde da pessoa picada, sendo que indivíduos com doenças cardiovasculares avançadas, como insuficiência cardíaca, e pacientes com insuficiência renal crônica estão entre os mais vulneráveis aos efeitos do veneno.
Professores da área pediátrica ressaltam que as crianças exigem atenção especial, pois apresentam maior risco de agravamento. Isso ocorre porque a quantidade de veneno inoculada, proporcionalmente ao peso corporal, é maior nessa faixa etária, conforme explicam os especialistas.
Docentes das áreas básicas do curso também destacam que exposições repetidas ao veneno, embora raras, podem sensibilizar o organismo, aumentando o risco de reações mais intensas em futuras picadas, incluindo quadros alérgicos graves.
Diante desse cenário, o professor Wagner reforça a orientação de que a população não tente enfrentar ou manipular escorpiões, evitando, assim, situações que possam resultar em acidentes.