Em Mirassol: repórter da Cidade Fábio Ferreira, o técnico do Mirassol Rafael Guanaes, este colunista e o empresário Júnior Antunes, gestor e vice-presidente do clube, integrante da diretoria desde 1989 (Foto: A Cidade)
A repercussão
Como era de se esperar, a conversa nas rodas políticas neste fim de semana girou sobre a decisão do deputado Carlão Pignatari de não concorrer à reeleição. A iniciativa do parlamentar reafirma o que já vinha sendo especulado: um “racha” no grupão. Sem apoio evidente na sua base eleitoral, a campanha poderia fracassar — pode ter imaginado. O deputado se antecipou e pulou fora do barco.
De uma coisa:
Ninguém contesta uma evidência: Carlão tem muita experiência e nunca foi bobo politicamente falando. Ele sentiu que o momento não era dos melhores. E perdeu o grupo político que lhe proporcionou a glória de sua brilhante carreira parlamentar. O PSDB de outrora, que lhe projetou para a presidência da Assembleia Legislativa, já naufragou faz tempo. Os tucanos já não têm governo nem militância.
Novo partido
Carlão, nessa última janela partidária, trocou o PSDB pelo PSD, de Gilberto Kassab. Deve ter sentido que a mudança partidária em nada alterou o seu prestígio político. Nem os antigos “tucanos” de tradição embarcaram nessa mudança. Lideranças comprometidas com o mandato do deputado, como o ex-governador Rodrigo Garcia, não acenam com candidaturas para este ano. O cenário é nebuloso.
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