Um dia reservado para fortes emoções para os empresários Helton Borges e Roberto Beleza. Ninguém investiu mais no CAV do que eles (Foto: Reprodução)
A história
Nesses 89 anos de história de Votuporanga, o nosso futebol poucas vezes esteve no patamar em que se encontra para o jogo de hoje à noite. Em 1967, com um time brilhante, a ponto de ser apontado pela crônica esportiva de São Paulo como “o melhor do interior”, a Votuporanguense sucumbiu diante do XV de Piracicaba, em memorável final de campeonato, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. Era o time dos Marão, presidido pelo empresário Marão Abdo Alfagali e administrado por Nasser Marão.
O esquadrão/87
O velho estádio Plínio Marin ficou pequeno para os milhares de torcedores esperançosos em uma conquista, em 1987. O adversário foi o São José, e o jogo foi muito estranho: sofremos um gol olímpico no primeiro tempo, que ofuscou a bela trajetória do goleiro Valô, um dos melhores que passaram por aqui. Era o time do empresário e ex-vice-prefeito Dorival Alfredo Veronezi, dono de um conglomerado de empresas que tinha como carro-chefe a Disdroga, distribuidora de medicamentos.
Agora, 2026
Para a partida de logo mais à noite, o clube é outro. O momento também é outro, e o local do jogo também é diferente. Agora é o C.A. Votuporanguense, na Arena Plínio Marin, um clube de 16 anos marcado por seguidas conquistas dentro de campo. O momento é diferente porque a cidade que representa já ultrapassou os 100 mil habitantes. É um clube de empresários, que não acumula as dívidas financeiras que eram tão sentidas no passado. Por tudo isso, o momento é outro.