Em conversa com A Cidade ontem, o pré-candidato a deputado federal falou sobre a situação do ex-presidente Lula
Alexandre Padilha, pré-candidato a deputado federal, e Rosa Chiquetto durante entrevista (Foto: A Cidade)
Daniel Castro
daniel@acidadevotuporanga.com.br
De passagem por várias cidades do Noroeste Paulista, Alexandre Padilha (PT), ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff, visitou Votuporanga na tarde de ontem. O pré-candidato a deputado federal conversou com o A Cidade, oportunidade em que falou sobre o objetivo da visita e atual situação do ex-presidente Lula.
Em passagem pela redação do A Cidade, o ex-ministro contou que está visitando diversos municípios do interior do Estado de São Paulo, e não poderia deixar de passar em Votuporanga, uma cidade que ele tem muito carinho e que já visitou outras vezes. “Fizemos muitas parcerias com o município, apoiando, por exemplo, todo o processo de digitalização e informatização da rede municipal de saúde, as ações de reformulação da Santa Casa de Votuporanga e reorganização dos serviços do hospital”, lembrou.
Entre os objetivos da visita, está a vontade de ouvir sobre a realidade atual do município e da região, como está o funcionamento dos serviços. “Conversei com a companheira Rosa, que é pré-candidata a deputada estadual, e ouvi como está a situação”, falou.
Padilha observou que uma preocupação vista nos locais que visitou é a dificuldade dos municípios manterem os serviços de saúde e educação após o congelamento por 20 anos dos recursos do investimentos públicos nas duas áreas. “Isso é gravíssimo, e eu tenho inclusive encontrado cidades com a UPA pronta ou que já era para estar pronta, mas que fica demorando mais a construção exatamente porque os prefeitos ficam com medo se terão recursos para manter essas unidades”, comentou.
Candidatura de Lula
Questionado sobre a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pré-candidato, que é vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, afirmou que o PT já decidiu que Lula é pré-candidato à Presidência. “Queremos manter a pré-candidatura até o final. Hoje, ele é um preso político, está preso por um crime que ele não cometeu. É uma situação similar a de mais de cem prefeitos que disputaram as eleições de 2016 e foram eleitos”, apontou. Ele observou que a condição jurídica do ex-presidente é igual a de prefeitos, que foram candidatos, então o partido irá se utilizar dessa regra jurídica para manter a pré-candidatura até o final.