Tudo isso por conta da exposição “Todos Podem ser Frida”, que ocorreria no Fliv, mas foi cancelada pela Prefeitura
A sessão da Câmara Municipal de Votuporanga foi tumultuada (Foto: Daniel Castro/A Cidade)
Daniel Castro
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A 32ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Votuporanga, realizada na noite desta segunda-feira (10), foi tumultuada. A reunião contou com a presença da Polícia Militar e teve discussões e interrupções por conta dos tumultos. O assunto em destaque, como já previsto, foi a exposição “Todos Podem ser Frida”, que ocorreria no Fliv, mas foi adiada.
A vereadora Missionária Edinalva (PRB) foi a primeira a falar e ressaltou que usaria a palavra para expressar sua indignação contra a exposição que ocorreria no Fliv. No entanto, logo que ela começou a falar, manifestantes favoráveis à atividade se manifestaram, então começou a discussão entre eles e as pessoas contrárias à exposição. O presidente da Casa de Leis, vereador Osmair Ferrari (PP), até tentou conter os ânimos para que a sessão continuasse, porém não conseguiu e interrompeu a reunião. Presentes no encontro, policiais militares colaboraram nos trabalhos para evitar que algo grave acontecesse.
Após alguns minutos de interrupção e muita discussão entre contrários e os favoráveis à exposição, Osmair retomou a sessão. Edinalva acrescentou que, tendo em vista que o público majoritário do Festival Literário é de crianças e adolescentes e pelo fato da exposição “conter materiais com conotações sexuais, existe a necessidade de atentar para a classificação etária de tal apresentação”. “Estamos vivendo tempos de mudanças em nossa sociedade, porém o conceito de família continua intacto e a nossa missão é manter a base familiar”, apontou.
Marcelo Coienca (MDB) disse que a população vive em uma democracia, então muitas pessoas procuraram os legisladores, que entraram em contato com o prefeito sobre a questão. “Minha prima [secretária municipal de Cultura e Turismo, Silvia Stipp] disse que diversidade sexual é arte. Eu até concordo, mas se fosse em um evento fechado”. Ele pediu ainda para serem exibidas algumas fotos da exposição e observou que as crianças são público-alvo do festival.
Sílvio Carvalho, o Silvão (PSDB), entende que as crianças não são responsáveis pelo que ocorrerá no local. Na visão dele, um evento desse tipo deve ser realizado em um local separado e com classificação adequada.