Carlão Pignatari, Jorge Seba, Juninho Marão, Marcello Stringari e Valdir Dornelas falaram com o jornal
Carlão Pignatari, Jorge Seba, Juninho Marão, Marcello Stringari e Valdir Dornelas falaram sobre a questão do CAV FOTO: Divulgação
Daniel Marques
daniel@acidadevotuporanga.com.br
A possibilidade de venda do Clube Atlético Votuporanguense ou até o encerramento das atividades do CAV em 2027 foi um dos assuntos mais discutidos ontem em Votuporanga. Por isso, a reportagem do jornal
A Cidade ouviu algumas lideranças do município sobre a questão e todas entendem que Votuporanga não pode “perder” a Votuporanguense.
Um dos pilares da criação do CAV, o ex-prefeito Juninho Marão entende que é necessário cautela nesse momento. “Penso que não devemos deixar isso acontecer. Temos que buscar todas as formas para encontrarmos um caminho. Envolver empresários, poder público, federação, torcedores. Todos têm que ajudar. Importante salientar que os empresários Helton Borges e Roberto Beleza têm sido até hoje verdadeiros heróis para todos nós que gostamos de futebol. O CAV hoje é um patrimônio de nossa cidade e da região”, comentou.
Para o empresário Valmir Dornelas, do Grupo Ville Gramadão, o momento deve ser de união de todas as classes. Para ele, a Votuporanguense é uma forma de divulgar o nome da cidade para todo o estado e, às vezes, até para o país, como nas participações na Copa do Brasil. “A gente vê que o Helton Borges e Roberto Beleza carregam esse time nas costas, e sabemos que é uma despesa financeira muito grande. Mas agora é a hora dos empresários se unirem para manterem esse clube porque ele é muito bom para a cidade”, falou.
Valmir ressaltou que o futebol profissional no município é uma grande forma de entretenimento que une todos na Arena Plínio Marin. “Vimos no último jogo um grande público e também em outras oportunidades, então é um momento da cidade estar junta com os donos do time para continuar dando viabilidade porque é muito importante para Votuporanga”, concluiu.
Outra personalidade profundamente envolvida com o CAV é o secretário municipal de Esportes e Lazer, Marcello Stringari, que já foi presidente do clube e é membro da diretoria. “Se dependesse do Marcello Stringari, o futebol não vai acabar. Mas financeiramente eu não tenho como tocar o futebol. Mas a gente vai se movimentar. Eu queria muito que viessem investidores que ficassem com o Roberto e com o Helton, porque são pessoas que merecem demais. Mas o nosso medo é que o mundo da bola é tão complicado, que a gente não pode colocar qualquer pessoa lá. Não tá acabando. Eles [os donos] estão dando para alguns outros empresários investirem, se juntar e tocar. Se eles acharem que o futebol é importante, temos que nos juntar a eles”, falou.
Para o deputado Carlão Pignatari, é preciso encontrar uma solução para garantir o futuro do CAV. “Hoje, a responsabilidade financeira do time está nas mãos dos empresários Helton Borges e Roberto Beleza. Manter um clube de futebol exige altos investimentos, e não é justo que apenas duas pessoas paguem essa conta. O CAV movimenta a economia, gera empregos e leva o nome de Votuporanga para todo o Estado. Por isso, é hora de unir empresários, investidores e a comunidade para construir uma solução que garanta a continuidade do clube”, disse.
O prefeito Jorge Seba também falou sobre a questão: “Temos a convicção de que o clube tem uma importância tão grande para a cidade que merece uma reflexão coletiva sobre o seu futuro. O CAV sempre foi resultado da união de muitas forças: dirigentes, empresários, patrocinadores, torcedores, poder público e toda a comunidade que acredita no esporte como instrumento de desenvolvimento e transformação. Tenho confiança de que o diálogo e o envolvimento de todos os que valorizam essa história poderão contribuir para a construção de alternativas. O mais importante neste momento é preservar o patrimônio esportivo que o Votuporanguense representa para Votuporanga”.