Córrego nas extremidades do bairro sofre com grande quantidade de lixo que foi despejada há mais de dois meses no local
Córrego está coberto de lixo e até carcaça de bezerro foi encontrada no local Foto: A Cidade/Arquivo Pessoal
Da redação
O córrego das Paineiras, que margeia o bairro de São Cosme, em Votuporanga, está soterrado de lixo e entulho. O local, que marca o início da zona rural do município, é alvo de denúncias e reclamações de moradores locais pela poluição e vários outros problemas causados.
A ponte sobre o córrego está na continuação da rua Caiapós, que corta todo o bairro. Na entrada da ponte já existe uma placa informando sobre a proibição de jogar lixo e entulho no local, que está limpo. Mas poucos metros à frente, passando pela ponte, é possível observar uma quantidade muito grande de lixo no córrego.
Anésia Luciana dos Santos, que é moradora do bairro, começou a reparar no lixo quando passou a fazer caminhadas no local há dois meses atrás. Ela informou que avisou um funcionário da Prefeitura ainda em julho, mas somente uma placa foi instalada no local, sem a limpeza do lixo.
A professora aposentada também contou que conversou com uma vereadora, durante a Sessão Ordinária da Câmara na última segunda-feira (24), que conseguiu tomar providências. “Eu falei com a Natielle, ela já conversou com alguém lá da Saev que já estava lá na sessão. O pessoal da Saev falou que ia tomar providência, só que precisava de maquinário já que eles não tinham maquinário adequado, mas que iam tentar tirar o lixo. Eles dariam três dias para pelo menos tirar o lixo ali que estava embaixo da ponte, porque em cima da ponte eu já vi que a Saev limpa, mas o problema não é em cima da ponte, é embaixo da ponte e dentro do rio”, afirmou a munícipe.
Pouco mais acima, já dentro da zona rural e na estrada que leva ao Horto Florestal, outro ponto de descarte de lixo chama a atenção. Logo após um mata-burro, em uma brecha na mata onde corre um outro córrego, o lixo também toma conta. De acordo com vídeos que a reportagem recebeu do local e que são datados de algumas semanas atrás, até carcaça de bezerro morto tinha sido jogada lá.
Uma das preocupações de Luciana é com a questão da água da lagoa da Saev. “É grave, teria que fazer uma análise nessa água da lagoa porquê de repente essa lagoa está contaminada também. A hora que a população ficar doente, aí não sabe por quê. É a água que o povo toma”, destaca.
Sentinelas do Meio Ambiente
O programa Sentinelas do Meio Ambiente foi apresentado pela primeira vez em abril, em uma coletiva de imprensa na Saev. Além dele, também foi divulgado o Moeda Verde Digital. Na ocasião, Oswaldo Carvalho citou dados, informando que haviam sido gastos mais de R$ 219 mil com a limpeza de pontos de descarte ilegais e um total de 440 toneladas de lixo foi recolhida em apenas 3 meses. O projeto passou pela Câmara de Votuporanga e foi sancionado em junho.
Pronunciamento da Saev
A Saev informou que “a limpeza será iniciada nesta quinta-feira (26). Devido a complexidade da operação necessária para a retirada adequada dos resíduos, a autarquia está estruturando uma ação específica para garantir que o material seja recolhido de forma correta e segura.”
Também foi informado que “a Saev Ambiental tomou conhecimento da situação durante a sessão da Câmara Municipal da última segunda-feira (24), após denúncia apresentada e desde então, a autarquia iniciou os procedimentos necessários para organizar a operação e realizar a limpeza do local.”
Sobre o programa Sentinelas do Meio Ambiente, a contratação “está em andamento. A iniciativa tem como objetivo ampliar e tornar mais eficiente a fiscalização ambiental em Votuporanga. Com a homologação do processo e, caso não haja apresentação de recursos, a previsão é que o sistema seja implantado nas primeiras semanas de setembro.”
A autarquia também explica que o combate ao descarte ilegal forçou que R$ 498 mil fossem “destinados, desde o início deste ano, à limpeza de pontos de descarte irregular em Votuporanga.”