Competição vai acontecer dentro do Fliv na modalidade prática com a categoria Robótica Artística e alunos do 8º ano até ensino médio
O Fliv será palco da Olimpíada Brasileira de Robótica, com apresentações artísticas Foto: Prefeitura de Votuporanga
Da redação
Votuporanga vai sediar nesta quinta-feira (13), durante o Fliv, uma etapa da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). O evento vai acontecer durante todo o dia e vai contar com a participação de 16 equipes de toda região, inclusive uma equipe do Sesi local.
A competição será da modalidade prática, na categoria Robótica Artística. Nela, os alunos precisam montar uma apresentação que envolva a programação da robótica com alguma apresentação artística, com duração entre 1 minuto e meio e 5 minutos. A primeira etapa do dia será uma entrevista das esquipes com os juízes da competição, na qual eles terão de explicar como construíram o robô, qual será a proposta da apresentação e como vai ser a interação entre o robô e o humano. Já a segunda etapa é a apresentação em si, que começará, de acordo com as expectativas dos organizadores, por volta das 10h no cinema do Parque da Cultura.
A etapa desta quinta da OBR é relativa a uma regional do estado de São Paulo, que abrange desde Votuporanga até cidades como Andradina e Presidente Prudente. Serão 16 escolas participantes, incluindo o Sesi da cidade. Para a categoria que será disputada, é buscado uma interação entre o humano e o robô em uma apresentação artística, podendo ser uma peça de teatro, uma performance ou uma música, desde que exista uma colaboração entre robô e humano.
O IFSP (Instituto Federal de São Paulo) não irá participar esse ano, mas ficou encarregado de organizar o evento. O A Cidade conversou com o professor do instituto Rodrigo Kleber da Silva, de 40 anos, e que é o responsável por essa etapa da OBR. Ele acredita que a realização dessa competição em Votuporanga é uma ótima oportunidade para incentivar tanto as escolas públicas quanto as escolas particulares a investirem em robótica.
Segundo ele, “a gente vê cada dia mais a interação homem-máquina. E a gente consegue aproveitar tanto a cultura quanto a tecnologia, já que a etapa artística que será realizada aqui em Votuporanga basicamente será uma ação cultural como um teatro, uma música, um show de mágica envolvendo justamente os robôs. Então, a gente consegue trabalhar com a lógica de automação desses sistemas e contar uma história artística junto durante o processo.”
Rodrigo também explica que trazer mais eventos desse tipo incentiva a participação dos adolescentes e pode tornar a formação dos alunos mais ampla, contemplando a tecnologia e a cultura de uma só vez.