Alguns dos vereadores que subiram à tribuna levantaram questões importantes Foto: A Cidade
Da redação
A 33ª Sessão Ordinária da Câmara de Votuporanga, realizada na última segunda-feira (21), foi dominada por debates sobre o TEA (Transtorno do Espectro Autista). Alguns dos vereadores que subiram à tribuna levantaram questões importantes como falta de acompanhantes e as dificuldades das mães de filhos com o transtorno.
A primeira pessoa a levantar a questão, porém, não foi um político, mas Márcia Cristina, moradora da cidade, e que esteve no plenário pela terceira vez no ano para tentar chamar a atenção dos vereadores tanto para a sua condição, quanto para a de outras mães que precisam de ajuda para cuidar dos filhos autistas. Ela falou, diretamente das cadeiras, por quase 10 minutos e chamou a atenção de todos.
O primeiro a debater o assunto diretamente da tribuna foi Cabo Renato Abdala (PRD). Ele relatou ter ouvido, durante um evento que participou no domingo (20), de mães de crianças com TEA que, no município, existe uma falta de atendimento e transporte para essas crianças. “A gente pede, encarecidamente, atenção para portadores de TEA. O TEA não pode servir para criar grupo fechado de militância de um deputado, de um candidato. Ele não pode servir apenas de bandeira para as eleições, porque passa as eleições, esse pessoal vai virar as costas”, comentou o vereador.
O Wartão (União) também questionou a falta de acompanhantes na rede municipal de ensino e criticou o trabalho excessivo que fica para as professoras. “Tem várias mães que colocam o filho na creche e tem que buscar logo de volta, porque não tem cuidador. É uma professora para 45 crianças, é muita coisa. E essas crianças autistas têm que ter uma atenção especial. Eu vejo ela [Márcia] reclamando com razão, porque é difícil”, explicou.
Por último, Natielle Gama (Podemos) afirmou que a profissão de acompanhante nas escolas não paga bem, por isso a Prefeitura não consegue achar pessoas competentes para realizar a função. “Enquanto não houver salário mais atrativo para essas profissionais que são chamadas para trabalhar acompanhando as crianças em sala de aula, com formação continuada mais consistente, não vai resolver essa questão. Você vem para trabalhar ganhando pouco, em uma função extremamente desafiante, e não tem o suporte pedagógico no chão da escola. Pô, sem salário adequado, sem suporte, o que você vai fazer?”, indagou a vereadora.