Engenheiro Gláuber segue seu antecessor, Emeron Pereira, pedinod que o medicamento seja distribuido de forma gratuita
Indicação foi protocolada na Câmara Foto: A Cidade
Da redação
Mounjaro distribuído na rede pública de saúde. Esse é o objetivo de mais uma indicação apresentada na Câmara de Votuporanga, desta vez nesta terça-feira (8). A proposta com endereço ao Executivo Municipal é a segunda do tipo a ser feita por um vereador da cidade.
De autoria do Engenheiro Gláuber (PSD), o documento pede que o mounjaro, nome dado geralmente à tirzepatida, seja ofertada de maneira gratuita pela rede de saúde municipal de Votuporanga. Por ser apenas uma indicação, não são definidas regras específicas, apenas que o medicamento seja distribuído “às pessoas que dele necessitem, observados os critérios médicos e clínicos pertinentes.”
Em sua justificativa, o vereador lista os vários benefícios da droga, como o controle de peso e obesidade e outras condições metabólicas. Ele ainda explica que “o tratamento adequado e continuo da obesidade pode contribuir para a prevenção de complicações futuras, a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e a redução da necessidade de intervenções decorrentes do agravamento de doenças associadas ao excesso de peso.”
Essa é a segunda vez que um vereador da cidade levanta essa causa. A primeira ocorreu me março, quando o então edil e atual secretário de Direitos Humanos, Emerson Pereira, apresentou um anteprojeto de lei solicitando que a Prefeitura de Votuporanga disponibilizasse o medicamento nas unidades públicas de saúde do município, para pacientes que comprovadamente necessitem do tratamento.
De acordo com ele, muitas pessoas até conseguem comprar o medicamento por conta própria, mas há uma parcela significativa da população que não tem condições financeiras para arcar com o alto custo do tratamento. “Quem pode comprar, compra. Mas os obesos e diabéticos de Votuporanga que não têm dinheiro acabam sofrendo, sem acesso a um tratamento que pode mudar suas vidas”, contou à época.
Como resposta, a Prefeitura informou que “a Administração Municipal esclarece que a política de assistência farmacêutica do município observa rigorosamente as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como os protocolos clínicos e as normas estabelecidas pelos órgãos competentes nas esferas federal, estadual e municipal.
O Executivo explicou ainda que eventuais iniciativas relacionadas à incorporação ou ampliação de oferta de medicamentos na rede pública devem considerar critérios técnicos, evidências científicas, protocolos oficiais vigentes e os parâmetros legais e orçamentários aplicáveis à gestão da saúde pública. “A Prefeitura reafirma seu compromisso com a garantia do acesso da população aos serviços de saúde, sempre em conformidade com a legislação e com as responsabilidades institucionais do município”, concluiu.