Moreno criticou Lula Foto: Assessoria/Lula Marques/Agência Brasil
Daniel Marques
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Um dos assuntos mais comentados dos últimos dias em Votuporanga é o sequestro de uma mulher e um bebê de oito meses, ocorrido na última sexta-feira, na região Norte da cidade. O caso foi abordado pelo vereador Sargento Marcos Moreno (PL) durante a 37ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal, na noite desta segunda-feira (19), quando o parlamentar comentou a ocorrência, criticou a legislação penal brasileira e fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é candidato à reeleição.
Durante sua fala na tribuna, Moreno lamentou o episódio e destacou a mobilização de equipes policiais de diferentes localidades para atender à ocorrência e conduzir as negociações. O vereador também questionou o fato de o suspeito estar em liberdade enquanto aguardava julgamento, apesar de, segundo ele, já ter estado preso preventivamente. “Fazer um comentário sobre a questão que lamentavelmente ocorreu no nosso município que foi a questão do sequestro. É muito triste saber que aquilo veio acontecer no nosso município, a demanda que aconteceu, o envolvimento de tantas viaturas, de tantos homens, equipes de São Paulo e São José do Rio Preto, tudo vindo para cá para poder fazer uma negociação com um cidadão que deveria estar preso. Ele não tinha que estar solto, mesmo porque ele já estava na cadeia, já estava na prisão preventiva, e aguarda assim em liberdade até o julgamento.”
Na sequência, o parlamentar levantou a hipótese de que o desfecho da ocorrência poderia ter sido mais grave e relacionou o caso às regras que permitem a concessão de benefícios a pessoas presas. “E se o mal maior tivesse acontecido com aquela família, com aquela criança? Será que vai precisar o quê? Bom, quando a gente vê o atual presidente da República fazendo um comentário que ele é a favor da saidinha, que ele é a favor desses benefícios que ladrão tem. Ladrão não tem que ter benefício. Já que ele foi para lá, que ele fica lá, e que não sejam permitidos os benefícios que são dados de visita íntima, do acompanhamento, da saidinha. Então fica aqui o meu repúdio para essa lei que lamentavelmente beneficia quem não precisa de benefício”.
O vereador também afirmou que, em sua avaliação, pessoas condenadas ao cumprimento de pena em penitenciárias ou presídios não deveriam ter acesso a regalias durante o período de encarceramento. Ao abordar o tema, declarou que os detentos deveriam permanecer presos pelo tempo determinado, sem benefícios. “Não é necessário que quem escolheu estar lá dentro de uma penitenciária, de um presídio, tenha regalias; ele que cumpra o período que ele tiver que cumprir lá fechado e sem regalias”, relatou.