Foto: Instagram/@beachclubparadiso
Por Jociene Ferreira Pedrini
Durante muitos anos, Porto Seguro foi associado ao turismo popular, às excursões de estudantes e ao circuito clássico das barracas de praia lotadas. Mas o destino mudou. E a mudança não está apenas na estrutura hoteleira ou nos novos empreendimentos erguidos próximos ao mar. Ela aparece principalmente no comportamento do visitante.
O turista que chega hoje ao sul da Bahia parece procurar algo diferente. Mais do que hospedagem, ele busca experiências completas, segurança, conveniência e espaços capazes de reunir lazer, descanso e entretenimento no mesmo ambiente.
É nesse cenário que modelos integrados, como o desenvolvido pela Rede Intermares, começam a ganhar força na Costa do Descobrimento.
Ao conectar resort, hotel flexível, beach club e atividades náuticas em uma mesma engrenagem turística, o grupo aposta numa lógica que vem crescendo em destinos brasileiros: transformar a viagem em uma experiência personalizada.
A estratégia acompanha uma tendência nacional observada no setor de turismo após a pandemia. Muitos viajantes passaram a valorizar ambientes mais organizados, serviços concentrados e experiências familiares que reduzam deslocamentos e preocupações durante as férias.
Na prática, Porto Seguro passou a operar em múltiplas camadas. O visitante pode buscar agito, ecoturismo, gastronomia, descanso ou experiências premium sem precisar sair da mesma região.
Distritos como Trancoso, Caraíva e Arraial d’Ajuda ampliaram ainda mais essa diversidade turística. Ao mesmo tempo, praias mais tranquilas da Orla Norte passaram a atrair famílias e empreendimentos voltados ao turismo de permanência.
Nesse novo desenho turístico, Porto Seguro parece tentar equilibrar dois mundos: o destino popular que ajudou a construir sua fama nacional e uma nova fase baseada em conforto, experiências integradas e permanência qualificada.