Prof. Manuel Ruiz Filho - Mestre em Contabilidade Avançada (Foto: Arquivo pessoal)
Uma primeira reflexão: Uma lenda popular conta que Nancy Astor — a primeira mulher a assumir uma cadeira no Parlamento Britânico, discutia asperamente com Winston Churchill. Esse cidadão de nome Winston Leonard Spencer Churchill foi um militar, estadista e escritor britânico que serviu como primeiro-ministro do Reino Unido de 1940 a 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, e novamente de 1951 a 1955. Foi uma figura central do século XX, principalmente por sua liderança como primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. Sua recusa em se render à Alemanha nazista e seus discursos inflamados foram cruciais para manter o moral britânico e inspirar a resistência dos Aliados. Ele foi amplamente reconhecido por ter unido a nação em seu momento mais difícil. Além de sua atuação na guerra, Churchill foi um estrategista político com uma longa carreira, alertando sobre os perigos do nazismo ainda nos anos de 1930. Após o conflito, ele previu a divisão da Europa, cunhando a famosa expressão “Cortina de Ferro” para descrever a polarização da Guerra Fria entre o Ocidente e a União Soviética. Essa senhora que citei no começo do texto, Nancy Astor, muito irritada, e com o estilo provocador após dircurso de Churchil no Parlamento Britânico dirigiu-se até ele e disparou: “Se o senhor fosse meu marido, eu colocaria veneno no seu café.” Churchill, conhecido por suas habilidades sarcásticas lhe respondeu: “Minha senhora, se eu fosse seu marido, eu tomaria o café com todo prazer.”
Segunda reflexão: Eu gostaria de saber onde está a origem da nossa insatisfação. Buscamos grandes coisas, esperamos grandes coisas, aquelas que possam fazer com que nosso dia fuja do extraordinário. Viver nunca nos parece suficiente, esperamos sempre mais e quanto mais temos, mais desejamos. Olhamos as pessoas à nossa volta, cremos que são felizes, achamos que a vida parece bem mais simples para elas, que o melhor sempre vem para os outros. Não nos basta ter uma terra prometida, queremos que seja a mais vitoriosa de todas. Mas nenhum castelo será bonito o suficiente para nos satisfazer, se não aprendermos a nos bastar com pouco que recebemos da vida. Ansiamos por grandes chuvas e nos esquecemos de nos contentar com o sereno da madrugada, suave e refrescante. Há bênçãos que tardam a vir e não compreendemos o porquê. Enquanto isso, ao invés de aproveitar as gotículas que recebemos a cada dia, nos perdemos em murmurações. É muito mais fácil reclamar do que não temos, do que reconhecer aquilo que possuímos. São tesouros em pequenas e diversas pedras que se incrustam no nosso dia a dia: a saúde, os filhos, os amigos, um abrigo, o fato de termos o que comer, vestir e ainda, como coroa, esse imenso quadro da natureza que o Senhor pintou e deu vida para nosso deleite. Viver do contentamento de ser o que somos, de ter o que temos é agradar ao coração de Jesus, que nada possuía quando veio, mas nem por isso era menos rei. Somos o que somos e o Senhor nos dá o bastante para nossa felicidade. Ansiar por mais coisas é fechar as portas aos pedacinhos de bem-viver com os quais Ele nos presenteia.
Recado meu nesta semana: Quando dois assaltantes voltaram para casa, o ladrão mais jovem disse ao ladrão mais velho: “Grande mestre, hoje é dia 13, nosso dia preferido, acho que já podemos começar a contar o quanto nós arrecadamos!” O assaltante mais velho rebateu e disse: “Você é muito estúpido. Há tanto dinheiro nessas sacolas que vai levar um tempão para a gente contar tudo. Hoje à noite, o noticiário da TV vai informar a quantia total que nós roubamos da sociedade, dinheiro que estava guardado no Banco!” Disse o esperto ainda ao mais jovem: Isso se chama “Experiência”, visível trouxa. Ser experiente é ótimo, melhor ainda quando sabemos usar essa sabedoria com classe.