Prédio de oito andares no bairro Vila Comercial Ramalho Mota virou alvo de vizinhos por estar inabitado por mais de oito anos
Pichações na fachada e janelas faltando são os sinais das invasões e furtos Foto: A Cidade
Da redação
Um prédio na zona Norte de Votuporanga não foi terminado e está sem moradores há mais de oito anos. O local virou criadouro de mosquitos, escorpiões e baratas que estão invadindo as casas vizinhas, além de ter sido alvo de invasões por parte de ladrões, vândalos e pessoas que utilizam entorpecentes.
Situado na rua Valdemar Carvalho de Souza, no bairro Vila Comercial Ramalho Mota, o prédio de oito andares está situado em uma rua mista de comércio e residências. O local é movimentado também devido à presença da Unidade de Saúde da Família Daniele Cristina Lamana, a apenas um quarteirão do local.
Os vizinhos do prédio reclamam que ali virou criadouro de mosquitos da dengue, escorpiões e baratas que se espalham por toda a rua sem controle nenhum. Nas áreas onde seriam as garagens é possível ver entulho e lixo empilhados, fornecendo criadouros ideais para os escorpiões. Quando chove, a falta de drenagem adequada e o acúmulo de materiais significa água parada e reprodução facilitada para o aedes aegypt e outros mosquitos.
De acordo com Renata Bassetti, moradora de frente do edifício incompleto, as pragas começaram a aparecer em sua residência há dois anos atrás, sendo que outros vizinhos acusam isso ter acontecido em suas casas ainda antes. Ela explicou que durante muitos anos eles tinham problemas ainda maiores, como pessoas invadindo o local para fazer uso de drogas, furtar materiais e até vandalizar moradores.
Renata conta que durante muito tempo pessoas entravam e saíam do edifício a noite levando janelas, disjuntores, fios e outras coisas que conseguiam encontrar. Em um dos lados do prédio, várias das janelas estão sumidas, o que possibilita a pássaros e morcegos invadirem e fazerem seus ninhos.
A fachada com pichações é outro sinal de vândalos que tocavam o terror na vizinhança. Segundo a moradora, eles subiam na marquise e ficavam tacando pedras nos carros parados na rua e até nas garagens de casa. Tudo só parou quando foi instalado um sistema de vigilância 24h com câmeras no prédio, desencorajando pessoas que quisessem invadir.
Prefeitura
Em contato com a reportagem do jornal A Cidade, a Prefeitura de Votuporanga informou que, em observância à Lei Geral de Proteção de Dados (Lei Federal nº 13.709/2018), não pode divulgar informações de caráter pessoal relacionadas a terceiros. “Em relação às reclamações sobre a presença de escorpiões, a Secretaria da Saúde esclarece que a Vigilância Ambiental mantém monitoramento contínuo no local, com vistorias periódicas, incluindo ações noturnas para captura e eliminação desses animais. Na inspeção mais recente, não foram encontrados escorpiões na parte inferior da edificação. A Vigilância Ambiental realiza, de forma rotineira, o recolhimento de materiais descartados irregularmente no local que possam servir de criadouros. A Fiscalização de Posturas também já realizou diversas notificações em razão dos reflexos do abandono do imóvel, adotando as medidas administrativas cabíveis dentro das competências do Município. Por se tratar de empreendimento particular, eventual retomada, conclusão ou destinação da obra depende exclusivamente dos responsáveis pelo empreendimento, observadas as disposições legais aplicáveis”, explicou o Poder Executivo.