Segundo relatos, a situação se arrasta há meses e, apesar das reclamações, o problema permanece sem solução
Moradores cobram limpeza há meses e mato invade rua no bairro Santa Amélia (Foto: A Cidade)
Da redação
Moradores da Rua Irene Galvani Casado, no bairro Santa Amélia, voltaram a denunciar o avanço do mato sobre a via pública e cobram providências da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. Segundo relatos, a situação se arrasta há meses e, apesar das reclamações, o problema permanece sem solução.
A denúncia foi reforçada pelo morador Donizete, que encaminhou um áudio à Rádio Cidade relatando que já havia procurado ajuda anteriormente e que a emissora chegou a divulgar o problema, mas nenhuma intervenção foi realizada até o momento.
“Faz um tempão que falei que a grama e o mato estavam invadindo a rua. Vocês anunciaram aí na rádio, mas até agora ninguém foi lá, nem passou uma máquina para rapar aquela grama. Está horrível”, afirmou o morador.
Após receber novas reclamações, a reportagem esteve no local e constatou que a reivindicação tem fundamento. Em diversos trechos, o mato ultrapassa a calçada e invade parte da pista de rolamento. Também foi verificado o descarte irregular de lixo em uma área verde próxima, agravando a sensação de abandono.
Segundo moradores, além do aspecto visual, a vegetação alta tem provocado transtornos no período de chuvas. Eles afirmam que o mato impede o escoamento adequado da água pelas guias, favorecendo o acúmulo de água em alguns pontos da rua.
Questionamentos
Diante da situação, a reportagem encaminhou questionamentos à Prefeitura de Votuporanga, que em nota informou apenas que tem ciência da situação e que a limpeza está prevista no cronograma da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, comandada pelo secretário Fábio Okamoto, acrescentando que o serviço será realizado “conforme a programação das equipes responsáveis”.
Entretanto, a administração não informou uma data para a execução dos trabalhos e também não respondeu ao questionamento sobre o número de servidores e equipes disponíveis para atender as demandas de manutenção urbana no município.
Lixo irregular
Sobre o descarte de lixo encontrado na área verde, a Prefeitura destacou que a prática é proibida e pode gerar multa superior a R$ 9,2 mil, podendo o valor ser dobrado em caso de reincidência. O município também lembrou que dispõe de quatro unidades do Ecotudo para o descarte correto de resíduos.
Apesar da responsabilidade de quem descarta lixo de forma irregular, moradores argumentam que a falta de limpeza periódica e de manutenção da área contribui para o aspecto de abandono e favorece esse tipo de prática.
Cobrança por mais agilidade
Embora o município afirme que o serviço está incluído em seu cronograma, a ausência de um prazo concreto gera insatisfação entre os moradores, especialmente porque a reclamação, segundo eles, foi feita há vários meses.
Enquanto a limpeza não é realizada, quem mora na Rua Irene Galvani Casado continua convivendo diariamente com o mato avançando sobre a via, lixo acumulado e problemas no escoamento da água, aguardando que uma reclamação antiga finalmente saia do papel e resulte em uma solução efetiva.