A Polointer, feira de negócios foi realizada de quinta-feira (17) a domingo (20) Foto: Prefeitura de Votuporanga
Daniel Marques
daniel@acidadevotuporanga.com.br
O vereador Cabo Renato Abdala (PRD) denunciou o que classificou como um suposto golpe envolvendo empresários que participaram da Polointer, feira de negócios realizada de quinta-feira (17) a domingo (20), no Centro de Eventos Helder Galera, em Votuporanga.
Segundo o parlamentar, empresários investiram até R$ 20 mil para participar do evento e levaram diferentes produtos e equipamentos para serem expostos e comercializados durante a feira. Entre os itens transportados estavam carros, equipamentos de academia, veículos elétricos, esquadrias, móveis e outros produtos.
De acordo com o relato apresentado pelo vereador, os empresários teriam sido atraídos pela promessa de uma estrutura com público estimado em cerca de 10 mil pessoas, cobertura de uma rede de televisão, segurança, organização e decoração temática italiana. “Levaram carros, equipamentos de academia, veículos elétricos, esquadrias, móveis e outros produtos. A promessa? Cerca de 10 mil pessoas, cobertura da Record, segurança, estrutura e decoração temática italiana. A realidade, segundo os empresários: local praticamente abandonado, pouco público, falta de organização e o organizador desapareceu”, declarou.
Organizador rebate
Adilson Aparecido Grande, também conhecido como Dil Grande, foi o organizador do evento. Em conversa com o jornal A Cidade, ele afirmou que “fez o evento, entreguei tudo certinho, inclusive nós temos aqui o alvará da Prefeitura, e não teve o esperado de público que a gente imaginava. Tanto é que a gente não consegue pegar nada da Prefeitura sem o pagamento. Infelizmente, eu não sei se é o sistema econômico, ou se eu fiz na data errada, mas não deu a quantidade de pessoas que precisava.”
Dil também criticou o que chamou de uso do local como “palanque político” do vereador Abdala, afirmando que o seu departamento jurídico vai tomar as devidas providências. “Ele fez essa besteira de se manifestar de uma forma ridícula, com crueldade, usando o espaço como palanque político. Até porque eu entreguei o evento e não tem por contrato a obrigação de colocar pessoas lá dentro. Foi feito tudo de acordo com a lei, até porque os expositores nem poderiam sair de lá. Existe um contrato”, explicou.
Prefeitura
A Prefeitura de Votuporanga teria sido mencionada pelo organizador e emitiu uma nota oficial sobre o ocorrido. Segundo ela, “a 3ª Polointer 2026 foi um evento de iniciativa privada, organizado por empresa particular, não sendo de responsabilidade do Município sua organização, contratação, execução ou condução.”
O órgão ainda afirmou que a organização apresentou aos órgãos municipais a documentação exigida e efetuou o recolhimento das taxas obrigatórias previstas para a análise e expedição do respectivo alvará, mas que qualquer problema de pessoas com o evento deve ser tratado com os organizadores.