Com equipamentos de ponta e foco no cuidado acolhedor, as Unidades de Terapia Intensiva Geral, Geral II e Neonatal celebram milhares de vidas salvas e inovações que transformam o futuro dos pacientes
Foto: Santa Casa
Os corredores da Santa Casa de Votuporanga respiram não apenas a história de uma instituição consolidada, mas também o pulsar constante da inovação e da esperança. O coração do hospital bate forte em suas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), ambientes onde a alta tecnologia se encontra com a sensibilidade humana para garantir que cada segundo conte a favor da vida. Seja no cuidado de adultos em estado crítico ou na proteção dos primeiros dias de recém-nascidos, os números impressionam, mas são as histórias de superação que realmente definem o trabalho realizado.
Juntas, as UTIs Geral e Geral II (Coronariana) foram responsáveis por acolher 1.702 pacientes no último ano, sendo 1.077 deles pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse volume de atendimentos reflete a consolidação de uma estrutura que passou por uma profunda transformação. Reinaugurada há pouco mais de um ano, a nova UTI Geral, que sozinha atendeu 1.129 pacientes, tornou-se um símbolo de modernidade. O espaço conta com 20 leitos equipados com centrais de monitoramento de sinais vitais e bombas de infusão, além de automação e janelas que permitem a entrada de luz natural, ajudando os pacientes a manterem a noção de tempo e espaço.
"A reinauguração da nossa UTI Geral trouxe um salto imensurável para a qualidade da assistência. Hoje, operamos com o que há de mais moderno em tecnologia de monitoramento contínuo, o que nos permite antecipar decisões e garantir a segurança absoluta do paciente. Nos consolidamos como um verdadeiro polo de referência em terapia intensiva para Votuporanga e toda a nossa região", destaca o Dr. Lucas Amaral Emidio, médico intensivista e responsável pela UTI Geral.
Ao lado da tecnologia, o toque humano permanece como o pilar central do tratamento. Para o Dr. Lucio Ribeiro, também médico intensivista, a estrutura física é apenas uma parte do processo de cura. "A verdadeira essência da terapia intensiva está na humanização. Lidamos com o bem mais precioso de alguém todos os dias. O cuidado técnico é fundamental, mas é o olhar de compaixão, o acolhimento à família e o amor ao próximo que muitas vezes dão a força necessária para que o paciente enfrente o momento crítico", afirma.
Esse cuidado minucioso é especialmente vital na UTI Geral II, focada em pacientes com patologias cardíacas ou em recuperação de cirurgias do coração. Com cerca de 573 atendimentos recentes (sendo 444 pelo SUS), a unidade é um porto seguro para corações fragilizados. "O paciente cardíaco exige vigilância extrema e um cuidado muito específico. Quando oferecemos essa dedicação integral, não estamos apenas tratando um órgão; estamos mudando a trajetória de vida dessas pessoas, devolvendo a elas a chance de voltar para casa e para suas famílias", explica o Dr. Rodrigo Teno, médico responsável pela UTI Geral II.
O futuro na UTI Neonatal
Se nas UTIs adultas a missão é restaurar vidas, na UTI Neonatal o objetivo é garantir que elas tenham a chance de começar com plenitude. Entre março do ano passado e março deste ano, 157 bebês receberam cuidados intensivos na unidade, com 113 internações via SUS.
Para a Dra. Lara Galvani Greghi, médica neonatologista responsável pela UTI Neonatal, a humanização é o coração da unidade. “Quando um bebê é internado, acolhemos uma família inteira que teve seus sonhos pausados pelo medo. Humanizar é entender que o bebê é o paciente, mas não é o único afetado. Por isso, trazer os pais para dentro do cuidado, permitindo que exerçam a maternidade e a paternidade mesmo dentro do hospital, não é um detalhe, é parte fundamental do tratamento. A recuperação do recém-nascido passa, inevitavelmente, pelo acolhimento emocional de toda a família.”
Um grande marco recente foi a revolução tecnológica implementada no final do ano passado, que elevou a Santa Casa a um novo patamar de excelência pediátrica. A chegada do sistema Arctic Sun e a implantação da UTI Neon (UTI Neonatal Neurológica Digital), em parceria com a PBSF, transformaram o cenário da região. Os equipamentos permitem o monitoramento cerebral contínuo e a aplicação da hipotermia terapêutica — um tratamento crucial para bebês que sofrem asfixia perinatal, reduzindo a inflamação cerebral e prevenindo sequelas neurológicas graves.
"Ver um recém-nascido lutando pela vida é algo que nos toca profundamente. Com essas novas tecnologias, não estamos apenas garantindo a sobrevivência desses pequenos guerreiros, mas protegendo o futuro deles. Poder oferecer um tratamento que reduz drasticamente o risco de sequelas cerebrais é devolver esperança aos pais. É garantir que essas crianças cresçam com qualidade de vida, e isso, para nós, é a maior vitória", afirma a Dra. Lara.
Neste aniversário, os números grandiosos das UTIs da Santa Casa se traduzem em algo muito mais simples e poderoso: o compromisso inabalável com o amanhã de cada paciente que cruza suas portas.