Mensalmente, o Hospital realiza uma rigorosa vigilância para o fechamento de dados epidemiológicos
Foto: Santa Casa
Por trás de cada equipamento que bipa, de cada monitor que pisca e de cada leito ocupado nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) adulto da Santa Casa de Votuporanga, existe uma busca incansável: salvar vidas com o máximo de segurança. No mês de junho, essa dedicação silenciosa e diária se transformou em um motivo de grande orgulho para toda a Instituição. As nossas UTIs fecharam o mês com zero ocorrências de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS).
O resultado não é fruto do acaso. Mensalmente, o Hospital realiza uma rigorosa vigilância para o fechamento de dados epidemiológicos, que são notificados formalmente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O relatório de junho trouxe a confirmação de que o protocolo de segurança funcionou, blindando os pacientes contra ameaças invisíveis.
Para quem atua na linha de frente, esse índice representa a colheita de um trabalho plantado com muito rigor e empatia a cada plantão. A enfermeira responsável pelas UTIs, Bruna Felix, destaca o papel fundamental da equipe multidisciplinar nessa conquista:
"Manter uma UTI adulto totalmente livre de infecções relacionadas à assistência à saúde durante um mês inteiro é um desafio gigantesco, que exige vigilância constante e uma sintonia perfeita de toda a equipe. Cada higienização de mãos, cada cuidado na manipulação de cateteres e cada detalhe na assistência ao paciente são cruciais. Esse resultado de junho nos mostra que estamos no caminho certo, entregando um atendimento seguro e de altíssima qualidade a quem mais precisa de nós”, disse Bruna Felix, enfermeira responsável pelas Unidades de Terapia Intensiva.
Conquistas consolidadas ao longo dos meses
A conquista de junho ganha ainda mais força quando analisamos o histórico recente de segurança das nossas unidades. O excelente indicador geral é reflexo de barreiras preventivas que vêm se consolidando há meses.
Nas UTIs da Santa Casa, a taxa é zero para infecções associadas à sonda desde o mês de maio, e o setor comemora também a ausência total de infecção primária da corrente sanguínea desde março. São meses consecutivos de proteção ativa e processos assistenciais impecáveis à beira do leito
A força da prevenção nos bastidores
Se na UTI a assistência é direta, nos bastidores existe um trabalho minucioso de monitoramento, educação e parceria. O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) atua lado a lado com os setores, desenhando processos e garantindo que as melhores práticas científicas sejam aplicadas à beira do leito.
Nessa engrenagem de proteção, a equipe de higiene e conservação desempenha um papel vital. A desinfecção rigorosa de cada superfície, leito, maçaneta e equipamento é a primeira e mais importante barreira física contra bactérias. O trabalho minucioso desses profissionais, muitas vezes silencioso, garante que o ambiente da UTI seja verdadeiramente um espaço de cura e recuperação segura.
Sara Paulino dos Anjos, supervisora de Enfermagem do SCIH, reforça que a ausência de infecções em junho é o reflexo de uma cultura institucional baseada na segurança do paciente.
"Nós trabalhamos diariamente com o fechamento desses dados epidemiológicos e a notificação à Anvisa, mas o nosso maior indicador de sucesso é ver o paciente voltar para a sua família sem nenhuma intercorrência. Ter zero infecções nas UTIs em junho é a prova visual de que as nossas barreiras de prevenção são sólidas. É o resultado do engajamento de cada profissional — da assistência direta ao profissional da limpeza — que compreende que o controle de infecção se faz em cada pequeno gesto de cuidado”, complementou Sara Paulino dos Anjos, supervisora de Enfermagem do SCIH.
Mais do que um número excelente em um relatório oficial, a "ausência de IRAS" em junho significa mais leitos liberados, tratamentos mais rápidos e, acima de tudo, mais famílias voltando completas para casa.
Parabéns a todos os profissionais da equipe multiprofissional das UTIs, do SCIH e, em especial, à equipe de higiene e conservação por tornarem a nossa instituição um lugar cada vez mais seguro para acolher e curar.